Do meu diário, mais um amigo que deixa o plano físico

Cheguei para trabalhar no Banco do Brasil, em Nova Esperança, em setembro de 75. Na época a agência tinha 62 funcionários, e dentre os colegas vou citar alguns representando os demais: Eliana, Sinval, Hermes, Carmo, Roberto Baylon, Adroaldo, Henrique, Miguel Santini, Silvia Bernardo, perdoem se esqueci de alguns. 

Cito esses colegas que em comum têm o fato de já terem retornado ao Mundo Espiritual, pelo fenômeno a que nenhum de nós conseguirá evitar, a morte física, ou seja do corpo carnal, pois todos  continuam vivos, agora em Espírito, disso não tenho a menor dúvida.

Esta semana, soube, e não foi possível ir ao velório, que  nosso  amigo Paulo João Bigaton, o Bigaton, como conhecemos, também deixou o plano físico, para retornar à nossa verdadeira pátria, a Espiritual.

Por que considero o Bigaton um amigo, se depois que saí de Nova Esperança em 76, perdemos o contato e só voltamos a nos encontrar há uns 08 anos , participando dos jantares dos aposentados.?

Bigaton tinha um pouco mais de idade e de banco. Era oriundo de família de Nova Esperança, morava na casa dos pais  e nós, forasteiros, na República. Quase todos tínhamos nossos fuscas, mas ele um carro melhor, um karmann-ghia, se não estou enganado ( sei que era um carro para uma passageiro na frente e outro atrás.

Certa semana nos convidou, a mim Herton (outro colega que não tenho certeza se está entre nós, pois perdi o contato) e numa sexta-feira, após o expediente, partimos para Balneário Camboriú,  viajando a noite inteira, para chegar lá passar o dia, sem hospedagem, dormir no sábado dentro do carro, que mal dava para se mexer e voltar no domingo cedo para chegar à noite e trabalhar na segunda-feira.

Coisa de louco, que só jovens dos vinte e poucos anos conseguiriam fazer (nem sei de hoje fariam isso). Feriadão é para os fracos! Só amigos para fazerem uma aventura dessas juntos.

Há pelos menos uns três anos perdemos o contato novamente e apenas a Silmara víamos pelo facebook, sempre com fotos dos dois comemorando e muitas vezes em vitórias no nosso time, o Palmeiras.

Siga em paz, esteja em paz. Receba as nossas vibrações para uma rápida adaptação e aceitação da nova situação no Mundo dos Espíritos. À Silmara, filhos e todos os mais próximos a nossa solidariedade, com vibrações de força, coragem, fé, paciência e perseverança na vida física, até o dia que naturalmente se reencontrarão com o  Paulo.

O mesmo a todos os demais, colegas ou não, em especial os  acima citados, e familiares, que em função da pandemia ou por outras causas sentiram a dor da separação. Estejam certo que tudo passa, tudo passará, tudo é transitório, só a vida é eterna.