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Vazio

‘Só queria um momento com ela para eternizá-lo. Ela já existia para sempre em seu coração, mas queria a lembrança de sua boca, do seu corpo enroscado no seu,. Iludia-se com gestos mínimos de carinho, apegando-se a uma vaga possibilidade.

Descobria a cada madrugada que não era a solidão que tanto incomodava. Era o vazio.’

Esta é uma crônica poética publicada pelo meu amigo Edivaldo Magro, em sua página no Facebook, que ousei dar um título, que nem sei se é o mais adequado. Poderia em vez de vazio, ser solidão. Só o autor poderia dizer, mas pela beleza do texto, repito, ousei  escolher um título.

(Foto: Adrien Olichon)

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