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Prefeitura é mais ou menos  como um condomínio

Acompanhando as críticas feitas à aprovação da correção dos valores do IPTU em Maringá, pela inflação dos últimos 12 meses, ocorreu-me a analogia com a administração de um condomínio, que, modéstia à  parte, conheço muito, pois exercia cinco mandatos em dois diferentes (hoje não quero mais). 

Num condomínio, as despesas são rateadas entre os condôminos e aconteça o que acontecer, a não ser que se use o Fundo de Reservas, não dá para manter rateios sem aumentos, se as despesas aumentarem. Claro que há um orçamento prevendo a inflação e mesmo assim, às vezes é preciso reajustar.  No caso da administração municipal o orçamento já faz essa previsão, também. 

Alguns críticos dizem que diante dos problemas gerados pela pandemia, o município deveria abrir mão do reajuste pela inflação, dos tributos. Ocorre que as despesas não ficaram congeladas, e ainda que quisessem, prefeitos e vereadores não poderiam abrir mão da receita, para cobrir o aumento das despesas. É responsabilidade fiscal.

(Foto: Anna Nekrashevich)

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