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O adeus a Laurindo Cordiolli II

Lendo esta postagem, queremos manifestar o nossa solidariedade à familia Cordiolli, pelo passamento para a dimensão espritual do patriaca seu Laurindo.

Não o conheci pessoalmente, pois nossos contatos com a Cordiolli Transportes,  empresa que ele fundou, uma das grandes no ramo, e que  temos orgulho de ter entre os clientes de nossa pequena prestadora de serviços, a Martinelli Licenças, sempre foram com o Sérgio.

Ainda não conheço pessoalmente o seu filho Marcos, mas a Nilva , que conhecemos no Gapre, na atual administração municipal é pessoa que sempre nos atendeu com cordialidade e podemos dizer que ficou nossa amiga.Permitam-me algumas palavras, em forma de oração ao seu Laurindo:

Deus Todo-Poderoso, que vossa misericórdia se estenda sobre a alma  Laurindo Cordiolli, que acabais de chamar para vós. Possam ser contadas em seu favor as provas por que passou na Terra, e as nossas preces  sirvam para ajuda-lo na rápida readaptação à nova existência.

 Vós, Bons Espíritos que viestes recebê-lo, e vós, sobretudo, que sois o seu Anjo Guardião, assisti-o, ajudando-o a se despojar da matéria. Dai-lhe a luz necessária, e a consciência de si mesmo, a fim de se livrar da perturbação que acompanha a passagem da vida corporal para a vida espiritual. 

A ti, Laurindo: Deixaste o envoltório grosseiro, sujeito às vicissitudes e à morte, e conservastes apenas os envoltórios etéreos, imperecíveis e inacessíveis aos sofrimentos materiais. Se não vives mais pelo corpo, vives pelo Espírito, e essa vida espiritual está isenta das misérias que afligem a Humanidade.

Vais percorrer o espaço e visitar os mundos, em plena liberdade, em veículos muito diferentes que os caminhões, carretas e o carros antigos que tanto gostou na vida de encarnado. Mas, quem sabe, poderá tê-los, de vez enquanto, quando aqui vier para recordar (ia dizer matar a saudade, mas o verbo matar não deve ser usado, nem para isso). Quem sabe encontre Dom Jaime, que vai agradecê-lo por ter cuidado do seu Corcel 75 e até queira dar uma volta com você, se é que já não o fez, invisível para você, quando ainda o dirigia com as mãos físicas.

Os horizontes do infinito se desvendarão diante de ti, e ao ver tanta grandeza, compreenderás a vaidade das ambições terrenas, das nossas aspirações mundanas, e das alegrias fúteis a que os homens se entregam.

A morte, para os homens, é apenas uma separação momentânea, no plano material.  Assim que puder, vem, pois, atender os que te amam e que também amaste. Ampara-os nas provas da vida; vela pelos que te são caros; protege-os segundo as tuas possibilidades; suaviza-lhes as amarguras da saudade, sugerindo-lhes o pensamento de que estás agora mais feliz, e a consoladora certeza de que um dia estarão todos reunidos num mundo melhor.

No mundo em que estás, todos os ressentimentos terrenos devem extinguir-se.  Perdoa, pois, a todos os que possam ter cometido faltas para contigo, como aqueles para os quais eventualmente   erraste também te perdoam.’

A todos os próximos, que ficaram, nossas vibrações de solidariedade, que tenham força, coragem, fé, paciência e perseverança. Que a saudade seja saudável, sem desespero, na certeza que o Laurindo pai, avô, sogro, amigo (…), apenas disse adeus, ou melhor, um até logo mais.

Está vivo, apenas mudou de dimensão, por ter esgotado o tempo que lhe fora determinado permanecer no corpo físico, que perdeu as condições de ser o veículo, o maior e melhor, dentre tantos  caminhões, carretas, bitrens, rodotrens, carros novos e antigos que ele teve e recuperou. O corpo físico é o veículo que mais usamos e  com o qual devemos ter mais cuidados, fazer todas as manutenções para conservar, recuperar, retificar, mas chega uma hora, não encontra mais peças de manutenção, ‘fundi o motor’, morre,  e continuamos vivos, por somos uma Alma única (Espírito), e voltamos para a dimensão da qual viemos.

A você, caro Laurindo Cordiolli, para terminar: Esteja em paz, não se preocupe mais com as coisas materiais, que a sua turma vai cuidar bem. É possível que encontre os violeiros, que de quem é fã, e toque e cante com Tonico e Tinoco e tantos outros que o precederam. Aí tudo é mais fácil e os encontros entre ídolos e fãs algo natural, sem as distâncias que a vida no corpo impõe.

Quando estiver cantando aí, inspire o Marcos e todos os seus, que eles sentirão as vibrações. Vida que segue para você e todos nós.

PS: Este texto, além de homenagem e consolação para o senhor Laurindo e família, serve para reflexões de todos nós sobre a vida, que é eterna.

Quer ler mais sobre o assunto:  Veja aqui.

(Arte s/ foto do Blog do Caminhoneiro)

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