Toda a movimentação em torno do problema de saúde do presidente Bolsonaro, não passaria de mais um jogada para ajudar na imagem, acreditam alguns.
Fosse ele um comum, alguém do povo, nada disso estaria acontecendo e logo estaria liberado. Tudo não teria passado de um mal estar a que todos os humanos estamos sujeitos.
Mas logo após férias, alta exposição e as críticas por, aparentemente, não ter se importando tanto com a situação do povo baiano, sofrendo com as enchentes, há os mais céticos que não duvidavam que os ‘pedidos e orações’, exposição nas redes sociais são mais uma ‘jogada de marketing’, se é que podemos julgar.
Volta-se a falar da facada, como vemos em matéria da IstoÉ, aqui resumida: ‘Cada vez que vai para uma cama de hospital, o presidente Jair Bolsonaro deve pensar que sua força política aumenta, assim como suas chances de reeleição. Agora, ele está na sua posição preferida: a de vítima de uma doença traiçoeira, a obstrução intestinal, sequela da facada que tomou. Além disso, a internação no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, na madrugada de hoje, é uma posição que lhe permite sumir do mapa e ficar em silêncio. Pelo menos durante alguns dias, ele deixará de ofender os brasileiros atingidos pela covid-19 e de exercitar seu negacionismo a céu aberto. Também não terá que dar explicações sobre suas tolices para ninguém. Nada mais adequado para Bolsonaro neste momento do que se manter quieto e em tratamento médico depois de fazer um monte de bobagens nas viagens de fim de ano para Santa Catarina e revelar sua irresponsabilidade mais uma vez, ignorando o sofrimento do povo atingido pelas enchentes na Bahia.’
Não devemos desejar mal ao presidente. Ele está bem, vai ficar bem, acredito e torço, que conclua logo o mandato e aproveite o final de 2022 para usufruir das delícias do poder. Depois, que preste contas à justiça, se for o caso, como um cidadão quase comum, pois nunca mais será um, depois de um dos maiores acidentes de sua vida, o de ter sido eleito, sem merecer, presidente da República. Que Deus nos livre de novos bolsonaros, ainda que o preço a pagar seja a eleição de um Lula.
(Foto: Redes sociais)