O Pan News 7h desta sexta-feira alternou momentos terríveis com a defesa cega, feita por dois bolsonaristas, de mais uma das inúmeras falas contra a vacinação de crianças, pelo presidente da República. Louve-se as participações equilibradas de Kim Rafael, Luiz Neto, Agnaldo Vieira, Jorge Villalobos, e o comando impecável de Paulo Caetano, que foi cirúrgico nas intervenções e distribuição do assunto. (Parabéns Paulo)
A comentarista Pâmella Bussolin, que é advogada de formação. citou a lei 14.125/2021, para justificar a fala, repito, absurda de Bolsonaro, colocando medo nos pais, sobre possíveis efeitos adversos. e que ninguém poderia reclamar judicialmente, pois as fabricantes de vacinas não teriam qualquer responsabilidade.
Vejamos o conteúdo da lei, destacando este trecho: “Art. 1º Enquanto perdurar a Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), declarada em decorrência da infecção humana pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), ficam a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios autorizados a adquirir vacinas e a assumir os riscos referentes à responsabilidade civil, nos termos do instrumento de aquisição ou fornecimento de vacinas celebrado, em relação a eventos adversos pós-vacinação, desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha concedido o respectivo registro ou autorização temporária de uso emergencial.”
E daí? Com meus parcos conhecimentos jurídicos, não vejo nada que possa justificar a imposição de medo aos pais, por parte de Bolsonaro. ‘Nada haver’ (sic). diria um amigo nosso. Mais uma vez Luiz Neto foi muito bem, recomendado outras opiniões jurídicas.
Para aliviar o clima, o jornal terminou com uma piada bastante espirituosa de Agnaldo Vieira, com Luiz Neto servindo de escada. Parabéns Neto, foi muito bem em aceitar, numa boa. O papel de escada é fundamental no humorismo, e sem você talvez o Aguinaldo não fosse tão engraçado. ‘Sapo deficiente visual’? permita-me um kkkkk, como postariam os jovens nas redes sociais.
Bom fim de semana a todos. Vou para Tupã e passar em Prudente, terra onde Nhô Nico e Celestino fizeram muito sucesso, também no humorismo, e o Celestino aprovaria a piada.