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Um adeus a Diogo Tudela

Conheci o Diogo em 1996, que ao lado do seu irmão Gerson, sempre seguidos pelos fiéis escudeiros, Wanderley e o Café (que depois bem mais tarde encontrei trabalhando com o Paulo Mantovani e o Flávio), era um dos melhores clientes do Banco do Brasil, agência Maringá Velho.

Na época, a antiga agência tinha uma churrasqueira nos fundos, onde quase que semanalmente se promovia grandes festas e o Diogo era presença constante, e logo ficamos próximos, batendo longos papos, inclusive sobre café, uma vez que eu também era produtor de ‘café em Minas’ (tinha um sítio em sociedade com 3 cunhados)

Como meus 3 alqueires em Araguari, conversava de igual para igual com os Tudela e seus, não lembro 3 mil alqueires. Bons tempos, velhos tempos, eu ainda gostava de uma cervejinha com álcool (hoje só 0,00), e o Diogo sempre me tratou  bem.

O tempo passou, os churrascos acabaram e os encontros com o Diogo ficaram restritos e ele com seu cachorrinho aqui nas imediações da Piratininga, com a Arthur Thomas. Sempre um olá e algumas palavras cordiais. A última vez que o vi foi, acredit,o no começo de dezembro, e me pareceu bem (eu sabia do seu problema de saúde, mas nunca perguntei nada além do ‘tudo bem, tudo bem’, sempre o chamando pelo nome).

Ontem soube pelo blog do seu retorno ao Mundo Espiritual, que é a única certeza absoluta que todos temos sobre nosso futuro e quero dar-lhe um adeus, em forma de oração:

‘Deus Todo-Poderoso, que vossa misericórdia se estenda sobre a alma de Diogo Tudela, que acabais de chamar para vós. Possam ser contadas em seu favor as provas por que passou na Terra, e as nossas preces abrandar e abreviar as penas que ainda tenha de sofrer como Espírito! Vós, Bons Espíritos que viestes receber essa criatura, e vós, sobretudo, que sois o seu Anjo Guardião, assisti-o, ajudando-o a se despojar da matéria. Dai-lhe a luz necessária, e a consciência de si mesmo, a fim de se livrar da perturbação que acompanha a passagem da vida corporal para a vida espiritual. Inspirai-lhe o arrependimento de suas faltas e o desejo de repará-las, para apressar o seu progresso rumo à eterna bem-aventurança.

A ti, Diogo, que acabas de entrar no Mundo dos Espíritos, deixaste o envoltório grosseiro, sujeito às vicissitudes e à morte, e conservastes apenas os envoltórios etéreos, imperecíveis e inacessíveis aos sofrimentos materiais. Se não vives mais pelo corpo, vives entretanto pelo Espírito. Os horizontes do infinito se desvendarão diante de ti, e ao ver tanta grandeza, compreenderás a vaidade das ambições terrenas, das nossas aspirações mundanas, e das alegrias fúteis a que os homens se entregam.’

A morte, para os homens, é apenas uma separação momentânea, no plano material. Vá em paz, esteja em paz. Que você seja receptivo ao amparo dos benfeitores espirituais e se adapte o mais rápido possível à realidade da vida no plano espiritual. São as nossas vibrações.

(Foto: Redes sociais/Carlos Buda)

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