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O uso, ou não, do diminutivo para diminuir

Recentemente uma pessoa se referiu a mim como ‘esse senhorzinho’, dizendo que ao criticá-la, sendo colaborador do blog, estava falando mal. Fica evidente, pelo contexto, que o  uso do diminutivo de senhor, teve a intenção de diminuir-me, em relação a ela.

Em recente entrevista o deputado Filipe Barros, ao se referir ao governador Carlos Roberto Massa Júnior, que herdou do pai o pseudônimo de Ratinho, e  por consequência registrou-se politicamente como Ratinho Junior,disse ‘Rato Junior’, neste caso deixando de usar o diminutivo, também a nítida intenção de diminuir a pessoa do governador.

Das duas fala, que provavelmente os dois, ainda jovens (mas não jovenzinhos)  talvez lendo esta postagem não repetissem, servem para todos nós refletirmos sobre nossa educação e como somos, algumas vezes, preconceituosos.

Vamos refletir sobre algumas situações, como no caso de uma mulher chamada de nordestinazinha (deixo link ao final), no seguinte contexto: O sonho se concretizou após alguns anos, quando ela mudou definitivamente para a cidade. Teve dezenas de trabalhos, engravidou entre alguns deles e, em certo momento, decidiu criar a própria agência de eventos. Ao visitar um ex-chefe e lhe contar a novidade, ele, sem pestanejar, respondeu: “Isso não vai dar certo. Você é só mais uma, uma ‘nordestinazinha’ que veio aqui para servir a gente”. Hoje, sua empresa, a MM, é uma das maiores do Brasil na área de eventos corporativos. Em 2021, registrou faturamento de R$ 105 milhões…

Lembrei de um caso de um familiar que foi parado por um policial rodoviário,  e para justificar uma irregularidade: Mas ‘o guardinha’ lá de Uberlandi… E o PM rodoviário perguntou: Por que o senhor fala ‘o guardinha’? Ele era pequeninho….?  Agora diga, caro leitor, quantas vezes você não usou essa a palavra guardinha falando de um guarda municipal, um PM, um militar rodoviário? Não é uma forma depreciativa?

E podemos relacionar muitas expressões, como ‘ um advogadinho’ e algumas vez completada como ‘de porta de cadeia’, quando não por um de merd*… e tantas e tantas outras.

Tomo cuidado e evito, por exemplo, se referir a um homem, como ‘um homenzinho’ e muito menos a qualquer mulher, como ‘aquela mulherzinha’. Sei que sou um senhor, mas nem gosto muito de ser chamado assim, pois ainda me considero um ‘um você’.Respeito é bom e procuro praticar.

Deixando o link para a matéria sobre a mulher nordestina ( nordestinos são vítimas de preconceituosos, como o presidente que os trata como ‘paraíbas e pau de arara), deixo uma frase de reflexão como diria o jovem Luiz Neto: ‘Aprendamos com os mais experientes e sejamos mais humildes ao receber críticas, que podem ser construtivas. (Autor, um senhor com o dobro da sua experiência). Veja mais aqui.

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