‘Coleguinha(s)’ é falta de civilidade

Numa bancada de comentaristas, como as constituídas no Pan News da manhã e no final de tarde, na Jovem Pan, pressupõe-se que haja um mínimo de respeito e que os integrantes sejam colegas. Não é o que vemos, principalmente na bancada da noite, onde fica nítida a animosidade e falta de civilidade, partindo do comentarista Itamar Flávio Silveira, o professor Itamar, que salvo engano, no final dos anos 90, ou início dos anos 2000, apresentava na RTV (que a gente chamava de a TV do João Cioffi), um programa de 5 minutos com comentários sobre economia, já não me lembro ao certo. Era um bom programa, tenho leve recordação.
Quase sempre Itamar, ao falar após comentários de Angelo Rigon, Paulo Vidigal, ou qualquer outro comentarista que fale algo que desagrade o bolsonarismo, se referie a ‘coleguinha ou coleguinhas’, o que me parece falta de civilidade, pelo tom com que é pronunciado. Quando não os considera comunistas, esquerdistas, sempre procurando depreciar os outros, exaltando, de certa forma, ‘suas qualidades’.
É perfeitamente possível discordar, sem desmerecer, atacar, ofender, mas o comentarista Itamar, que é professor aposentado da UEM, parece raivoso, e ter algo contra os colegas, e colega é uma maneira educada de se referir aos demais integrantes da bancada, sem ironias exageradas. Até parece que ele tenha algo contra Rigon e Vidigal. Não sei.
Não vamos falar em limitações cognitivas, que seria ofensivo e não parece ser o caso, de Itamar, mas deixamos a postagem para reflexão de todos nós.
Compreendo que a emissora, ‘na sua cabeça’, tenha optado por um viés bolsonarista, mas não é preciso exagerar, caro Itamar Flávio Silveira. Como ouvinte e telespectador, preferiria um pouco mais de civilidade, que às vezes sinto falta no Pan News da manhã, também, mas em menor proporção e por parte de alguns, que mais jovens, parecem ter ‘cabeças mais abertas’, e, ainda que não se desculpem, parecem deixar implícito no silêncio que absorveram a crítica, que podem crer, é sempre construtiva.
Obrigado Agnaldo Vieira, que, em nome da turma, entende e fala.
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