Outro álbum duplo, gravado por ocasião dos 70 anos da Price Waterhouse no Brasil, em 1985. O pianista João Calos Martins (um ícone da música clássica no Brasil, cuja história de vida virou filme) não tinha os 81 anos de hoje (a IstoÉ desta semana destacou na reportagem “O clássico é pop” sua importância ainda hoje no país.
Recém-saído da covid-19, ele é responsável por muita música que a gente ouve por aí. “Os exemplos do erudito com o popular são inúmeros. Recentemente, um dos grandes responsáveis para que a tendência ganhasse o país foi o maestro João Carlos Martins. Com sua história de superação, suas misturas do clássico com a MPB e o samba, tornou-se celebridade. Sua vida virou até enredo de escola de samba — reconhecimento que poucos ou quase nenhum condutor de orquestra ganha em vida. “Eu até brinco que já tirei umas 40 mil fotos em aeroportos”, afirma, em trecho da matéria. Este disco foi gravado no Carnegie Hall, Avery Fisher Hall (Nova Iorque) e Little Bridges Auditorium, em Claremont, Califórnia, com produção de Heiner Staller, comemorando o tricentenário de Bach.