Um anos depois de sua instalação, a CPI da Pandemia ainda não resultou em responsabilização judicial das pessoas indiciadas no relatório final, ao mesmo tempo em que uma parte delas se articula para disputar as eleições. O destino preferencial foi o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro. A informação é de Marcelo Rocha, em reportagem publicada na Folha de S. Paulo.
Na Procuradoria-Geral da República, encarregada de processar criminalmente o mandatário, ministros de Estado e parlamentares, as conclusões da CPI estão há quase um semestre em fase preliminar de apuração, apesar do volume de dados disponibilizado ao órgão. Senadores chegaram a entregar o relatório final ao procurador-geral Augusto Aras (foto).
Entre os indiciados pela CPI estão Bolsonaro, o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e seu antecessor, Eduardo Pazuello, os filhos do presidente, o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, parlamentares, empresários e médicos, como os maringaenses Ricardo Barros (PP) líder do governo na Câmara Federal, que deve disputar a reeleição, e a médica Nise Yamaguchi, pré-candidato ao Senado por São Paulo.
De acordo com a reportagem, senadores que integraram a comissão criticam o procurador-geral da República, Augusto Aras, pela falta de inquéritos abertos até o momento. Leia mais (para assinantes).
(Foto: Antonio Austo/Secom/MPF)