De Fábio Serapião, na Folha de S. Paulo:
Um relatório da PF, obtido pela Folha de S. Paulo, revela que o técnico informático Marcelo Abrieli foi procurado pelo Palácio do Planalto para participar da trama:“No final de 2019, o general Ramos entrou em contato, por telefone, com o declarante para agendar uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Bolsonaro. Que a reunião teria como tema indícios de fraude nas urnas eletrônicas e que o declarante falaria sobre as informações descobertas em 2014 sobre as eleições”.
Ainda em seu depoimento, ele disse que o general Ramos procurou-o novamente entre junho e julho de 2021.
“O contato foi feito quando Bolsonaro estava junto com o general e a ligação foi colocada no viva voz. Durante essa conversa foi avisado que estavam reunindo várias informações sobre possível fraude nas urnas eletrônicas. O general Ramos pediu para o declarante falar um pouco sobre as informações que descobriu”.
A Abin também se meteu na história.
O perito criminal da PF Ivo Peixinho, especialista em crimes cibernéticos e responsável por testes nas urnas eletrônicas, disse que entre 2019 e 2020 o governo federal, por meio da Abin, buscou informações sobre a segurança no sistema eleitoral brasileiro.
O perito conta que ‘em 2019 ou 2020’ a Abin, sob o comando de Alexandre Ramagem, amigo da família Bolsonaro e chefiado por Heleno, enviou uma consulta ‘sobre informações sobre ocorrências ou atividades envolvendo urnas eletrônicas nas eleições’”. Leia mais.