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Posição da SRM provoca polêmica na web

Nas redes sociais, a decisão da Sociedade Rural apoiar a motociata pré-eleitoral do presidente Jair Bolsonaro provoca fuzuê. A entidade não tinha anunciado abrir mão da receita dos ingressos em mais uma diz, uma vez que amanhã haveria cobrança de ingressos e agora os portões ficarão abertos até as 18h por causa da presença do pré-candidato do centrão.

Esse dinheiro que deixará de ser arrecadado pode ser entendido pela Justiça Eleitoral como apoio financeiro político-partidário. A questão é: quem vai acionar a Justiça Eleitoral? Toda a negociação para a visita foi feita pelo líder do governo na Câmara Federal, Ricardo Barros (PP), candidato à reeleição. Entre as incumbências da liderança não está organizar as chamadas motociatas.

“A Sociedade Rural de Maringá convida os maringaenses para ato de cortejo a alma penada que desgoverna esse país. Vão comemorar o aumento de 8,4% no preço do diesel usado nos caminhões que escoam nossa produção agrícola . O agro é tech, o agro é pop e o agro é Bolsominion. Mesmo com a maioria dos seus associados morrendo de covid, a Sociedade Rural de Maringá não aprendeu que bolsonarismo não é prejudicial somente para nossa economia, mas também para nossa vida”, comentou um internauta.

No início do mês, o PT nacional ingressou com representação contra a ida de Bolsonaro à ExpoLondrina 2022, por considerar o evento, realizado em abril pela Sociedade Rural do Paraná, serviu “de palco para ato de campanha eleitoral extemporânea”. Vídeos no mostraram o pré-candidato recebido por apoiadores e
participou de carreata e de motociata em Ibiporã, onde se dirigiu a um palanque e encerrou o discurso com o slogan de campanha de 2018, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. O vice-procurador-geral Paulo Gustavo Gonet Branco, deu parecer na semana passada pela improcedência do pedido. A representação não cita portões abertos pelos organizadores.

Foto: Alan Santos/PR

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