Respostas ao meu amigo Tupan

No Pan News de hoje, o comentarista Fernando Tupan se referiu a este modesto colaborador, ao Rigon e ao professor Jorge, perguntando o que faríamos com a visita do Bolsonaro, que segundo Ricardo Barros terá até motociata ( de campanha).
Caro, Tupan, pensei em pedir uma carona na garupa do presidente, para poder falar no seu cangote algumas verdades, mas pelo que soube a Pamella terá preferência e, com ela e o Kim, não dá para competir.
Então, vou esperar no parque para ouvir, respeitosamente, o discurso de campanha. Não vou atacá-lo ou ofendê-lo gritando ladrão, por exemplo, como muitos fazem com Lula, que não é santo, muito pelo contrário, mas não pode ser acusado de ser o maior corrupto, desviador de dinheiro público. A corrupção, no Brasil, não pode ser personificada em uma pessoa, e sim num conjunto de políticos que estiveram com Lula e agora estão com Bolsonaro e provavelmente voltariam para Lula, em caso de eleição.
Você tem razão, caro Tupan, se o Bolsonaro fosse ‘o machão ‘que disse ser naquela reunião gravada, baixaria o preço dos combustíveis, valorizando o real perante do dólar, já que não pode interferir muito na Petrobras (eu disse interferir muito, porque ele interferiu mudando presidentes e diretores). Mas até agora ele só conseguiu interferir, principalmente na PF e PGR, para impedir apurações de corrupção, especialmente os casos de rachadinhas.
O que eu diria se estivesse na garupa, falando no cangote dele? Perguntaria por que o combate a corrupção foi abandonado no seu governo. Qual o segredo para enganar tantos ao mesmo tempo (como tem gente que ainda o consideram um mito). O que ele tem contra as mulheres, ao dizer, indiretamente, que preferiria ter tido cinco filhos do sexo masculino, e mesmo assim tem votos entre eleitoras e defensoras em microfones e câmeras de rádio e TV.
Pois é , meu caro Tupan, até hoje não sei se você votará em Bolsonaro, ou contra Lula. Eu digo que votei em Bolsonaro, não me arrependo, mas não voto mais. Espero uma terceira opção, mas se não vier ainda assim terei as opções branco, nulo e escolher Lula ou Haddad (acho que o candidato não será Lula). Se o eleito for Lula, vou lembrar de Jesus Cristo que sempre dizia: ‘Vá e não peques mais’. E esperar que num eventual governo do PT, os bolsonaristas honestos, aguerridos, sejam tão atuantes que não deixem acontecer o que aconteceu de errado nos anteriores.
Como diriam os mais religiosos: ‘Estou colocando nas mãos de Deus’.
Foto: Alan Santos/PR
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