Em outubro de 2021 a Saneamento de Goiás S/ (Saneago) adquiriu 30 caminhões a diesel, 180 cv, da Fibra Distribuição e Logística, e cada veículo custou R$ 59 mil a mais que o preço do mercado. A informação é de Karla Araújo, no jornal O Popular. A empresa vendedora é uma das envolvidas no chamado Bolsolão do Lixão, que teria resultado em superfaturamento de R$ 109 milhões. A sede de uma das empresas envolvidas no esquema, que envolveria o Ciro Nogueira (PP), chefe da Casa Civil, é uma casa abandonada. A Saneago é presidida pelo maringaense Ricardo José Soavinski, ex-presidente da Sanepar e ligado ao deputado Ricardo Barros (PP), líder do presidente Jair Bolsonaro (PL) na Câmara Federal.
De acordo com a publicação, foi autorizado o pagamento de R$ 329,8 mil por caminhão e o superfaturamento chegaria a R$ 1,7 milhão. A Fibra Distribuição e Logística entregou apenas dois caminhões e recebeu R$ 659 mil em março. O responsável no papel pela empresa, Jair Balduino de Souza, afirma que não conseguiu cumprir com o combinado por causa da pandemia.
O governo de Ronaldo Caiado ainda comprou 50 pás-carregadeiras por R$ 23,7 milhões e as máquinas não foram entregues. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, que fez a primeira denúncia sobre o Bolsolão do Lixo, o verdadeiro dono da Fibra Distribuição e Logística pode estar oculto, pois o dono no papel, Jair Balduino de Souza, recebeu dinheiro do auxílio emergencial na pandemia da covid-19.
Foto: Divulgação/Seapa/Secom GO