Estão em andamento os estudos para que Maringá, reivindicado há décadas por quem gosta e/ou pratica o automobilismo. A cidade tem nomes conhecidos – como o atual líder da Fórmula 2, Felipe Drugovich – e pode ganhar a maior pista em extensão da América Latina. O Autódromo José Carlos Pace, de Interlagos, em São Paulo (SP), tem 4.309 metros; o de Maringá terá 5.282 metros.
A fase atual é de estudo preliminar, incluindo as demandas ambientais. Os projetos são desenvolvidos na Secretaria de Mobilidade Urbana de Maringá, tendo como autor o próprio secretário Gilberto Purpur. Além de abrigar significativo número de aficionados pelo esporte e do potencial turístico, o autódromo vai movimentar também outros setores do comércio, indústria e prestação de serviços, depois de ser homologado e sediar competições.
A previsão é de que o autódromo seja construído num terreno com 96 mil metros quadrados, nas proximidades do Parque Cidade Industrial (saída para Campo Mourão). Os estudos, confirma Purpur, incluem circuitos variantes com 3.500 metros e 4.500 metros. O espaço para a disputa de dragway (arrancada), modalidade muito popular, terá 1.000 metros, com pista em concreto. Haverá espaços para pista de motocross, kart, rally Jeep e rockcrawling. O projeto sairá do papel através de parceria público-privada.
Responsável pelo traçado, o arquiteto e urbanista, servidor público municipal desde 1993, Gilberto Purpur tem ligações com o automobilismo: ele trabalhou com o ex-piloto de Fórmula 1 Maurício Gugelmin, na época em que este estava na Leyton House. Gugelmin, que foi terceiro colocado do GP do Brasil em 1988, disputou as temporadas 1990/1991pela equipe inglesa.
Foto: Aldemir de Moraes/PMM