Pense, caro leitor, que você tenha 34 anos de serviço numa determinada atividade. Que ao longo do tempo acumulou um patrimônio em empresas, imóveis urbanos e rurais, que lhe permitem uma vida tranquila, financeiramente falando. Filhos todos bem colocados, resolvidos na vida. Que além de tudo pode ter uma aposentadoria de algo em torno de R$ 28 mil a R$ 30 mil.
Você com mais de 60 anos de idade, netos para curtir, pensaria em continuar na atividade que está há tanto tempo, e que lhe propiciou os recursos materiais que acumulou, só pelo prazer de continuar ‘trabalhando para servir’?
Eu, no lugar de alguém assim, não pensaria duas vezes na aposentadoria. Mas a pessoa é tão fissurada em servir o povo, trabalhar pelos mais necessitados, como toda a sua família. O que fazer?
Aconselharia a trabalhar voluntariamente em entidades assistenciais, ONGs (indicaria a Organização Mundial da Família), contribuir financeiramente, adotar famílias que estão em situação de fome, sem contar os empregos nas empresas, enfim, encontraria uma forma de ser útil, fazendo ações que me garantisse o cumprimento do mandamento deixado por Jesus: ‘Amar ao próximo como a mim a si mesmo’.
Quero esclarecer que este texto é uma obra de ficção, ou não. Talvez o leitor não conheça ninguém com esse perfil, ou pode ser que identifique alguém, afinal somos mortais e a bíblia diz que viemos dos barro e ao barro (uns dizem do pó, mas só uma questão de juntar a água) voltaremos.
E já que falamos da bíblia, apresento uma citação do latim Ricardus, que veio por sua vez do germânico, a partir do frâncico Rīcohard, de ric (poder, domínio) + hard (duro, forte). Significa forte comandante.
Termino o conselho reafirmando o título: É tempo de aposentar-se, pois no final não importa a beleza e qualidade do túmulo, se de mármore italiano ou terra batida, todos teremos, fisicamente, o mesmo destino, mas a essência, a Alma será julgada pela consciência e pode ser um pouco tarde para arrepender-se, se algo esteja nos acusando.
Ainda é tempo. Melhor fazer uma ‘delação’ revisando a consciência, agora, lembrando Jesus que dizia a cada cura: ‘Vá e não peques mais’. Aposentemos todos nós os hábitos que prejudicam os demais irmãos.
PS – Para o senador Álvaro Dias: O senhor foi o meu primeiro voto, em 1970, portanto são mais de 50 anos de vida pública. Estás com mais de 80 de atual existência. Aposente-se por cima, faça como Pelé, pare no auge. Não vale a pena correr o risco de parar com uma derrota. Apoie quem pode continuar fazendo o que o senhor já fez muito bem, e melhor, agora. Não seria Sérgio Moro uma boa opção? Pense nisso, leia e releia o texto todo. Tenho certeza que sua colaboração, como faz hoje Pedro Simon, com o Kajuru, será bem aceita.
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