Petista assassinado em Foz: movimento faz um minuto de silêncio e deputados querem acompanhar investigação

Na reunião de hoje, integrantes do Vamos Juntos pelo Brasil fizeram um minuto de silêncio

Em reunião na manhã de hoje, representantes dos partidos que compõem o movimento Vamos Juntos pelo Brasil fizeram um minuto de silêncio em memória de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT de Foz de Iguaçu, assassinado no sábado, na festa de aniversário de 50 anos, por um bolsonarista incomodado com a temática da festa em apoio a Lula.

O ex-presidente distribuiu nota a respeito do fato ocorrido: “Nosso companheiro Marcelo Arruda comemorava seu aniversário de 50 anos com sua família e amigos, em paz, em Foz do Iguaçu. Filiado ao Partido dos Trabalhadores, sua festa de aniversário tinha como tema o PT e a esperança no futuro; com a alegria de um pai que acabou de ter mais uma filha.

Uma pessoa, por intolerância, ameaçou e depois atirou nele, que se defendeu e evitou uma tragédia ainda maior. Duas famílias perderam seus pais. Filhos ficaram órfãos, inclusive os do agressor. Meus sentimentos e solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de Marcelo Arruda.

Também peço compreensão e solidariedade com os familiares de José da Rocha Guaranho, que perderam um pai e um marido para um discurso de ódio estimulado por um presidente irresponsável. Pelos relatos que tenho, ele não ouviu os apelos de sua família para que seguisse com a sua vida.
Precisamos de democracia, diálogo, tolerância e paz.”

Comissão para acompanhar investigação – A bancada de oposição na Assembleia Legislativa do Paraná protocolou ontem um requerimento solicitando à Mesa Diretora da Alep a criação de uma comissão parlamentar para acompanhar as investigações do assassinato do guarda-municipal e tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu Marcelo Arruda, ocorrido na noite de sábado. Arruda foi assassinado pelo agente penitenciário federal Jorge José da Rocha Guaranho, que invadiu a festa de aniversário de 50 anos da vítima armado e gritando palavras de apoio a Jair Bolsonaro (PL).

“Foi um ataque contra a vida, um ataque contra a liberdade de expressão, um ataque contra a democracia, motivado por intolerância política. Estamos propondo a formação de uma comissão externa para acompanhar de perto este caso. A violência motivada por intolerância política precisa ser veementemente combatida e reprimida”, disse Arilson Chiorato (PT), líder da oposição e presidente estadual do PT. Arruda deixou esposa e quatro filhos. Antes de morrer, ele conseguiu disparar contra Guaranho, que sobreviveu.  Assinam o requerimento os deputados Arilson Chiorato (PT), Goura (PDT), Luciana Rafagnin (PT), Professor Lemos (PT) e Tadeu Veneri (PT). (Movimento/Oposição)

Foto: Divulgação