Aos 92 anos, Messas?

Logo pela manhã soubemos do passamento (expressão que só os antigos conhecem), do nosso colega João Messas Messas, no dia seguinte ao que completou 92 anos de uma existência profícua, cheia de realizações no bem.
Messas, também aposentado de Banco do Brasil, que conhecemos de nome nos anos 80, pelos informativos do banco e pessoalmente no início dos anos 2000 como palestrante espírita, é dessas pessoas bem humoradas, que fazem brincadeiras com as próprias dificuldades e falhas, de uma simplicidade contagiante.
Fez várias palestras ao longo de mais de 10 anos no Centro Espírita Jesus de Nazaré, onde em algumas tivemos a oportunidade de fazer aberturas e encerramentos, trocando brincadeiras, com a seriedade que o ambiente exige, naturalmente.
Ultimamente, antes da pandemia, ele já tinha dificuldades e as palestras foram ficando cada vez mais esparsas, até que perdemos o contato, e na correria do dia a dia, não nos vimos mais. Há poucos dias soube que estava internado, e, por uma dessas falhas humanas, não fui visitá-lo, ainda no corpo físico.
Hoje, no velório do seu corpo, entre 12h e 17h, faremos a visita, e ele, que provavelmente estará presente, mais vivo do que nunca, de maneira invisível aos olhos humanos, exceto aos médiuns videntes que conseguem ver os Espíritos fora do corpo (nós só enxergamos Almas Encarnadas) e é possível que ele brinque conosco dizendo: ‘Tão vendo? Eu já saí da prisão, que é estar no corpo, vocês continuam encarcerados’. Eu lhe respondo com o título desta postagem. Aos 92 anos, Messas? Era essa a programação mesmo? Que todos possamos ter o tempo que você teve, e sermos úteis enquanto estivermos a caminho, na caminhada para Jesus, que nos disse:’ Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14:6′
As nossas vibrações para que para que tenha uma rápida adaptação à nova situação da vida, agora livre do fardo pesado, mas necessário, pelo tempo que nos foi determinado, que é estar preso a um corpo físico. Algumas palavras em forma de oração do ESE, que você tanto conhece:
‘Deus Todo-Poderoso, que vossa misericórdia se estenda sobre a alma João Messa Messa, que acabais de chamar para vós. Possam ser contadas em seu favor as provas por que passou na Terra, e as nossas preces abrandar e abreviar as penas que eventualmente ainda tenha de sofrer como Espírito! Vós, Bons Espíritos que viestes receber essa criatura, e vós, sobretudo, que sois o seu Anjo Guardião, assisti-o, ajudando-o a se despojar da matéria. Dai-lhe a luz necessária, e a consciência de si mesmo, a fim de se livrar da perturbação que acompanha a passagem da vida corporal para a vida espiritual. Inspirai-lhe o arrependimento de suas faltas e o desejo de repará-las, para apressar o seu progresso rumo à eterna bem-aventurança.
A ti, Messas, que acabas de entrar no Mundo dos Espíritos, quero dizer que, não obstante, aqui encontras entre nós, e nos vê e nos ouve, pois apenas deixaste o corpo perecível, que logo será reduzida a poeira. Deixaste o envoltório grosseiro, sujeito às vicissitudes e à morte, e conservastes apenas os envoltórios etéreos, imperecíveis e inacessíveis aos sofrimentos materiais. Se não vives mais pelo corpo, vives entretanto pelo Espírito, e essa vida espiritual está isenta das misérias que afligem a Humanidade. Não tens mais sobre os olhos o véu que nos oculta os esplendores da vida futura. Podes agora contemplar novas maravilhas, enquanto nós continuamos mergulhados nas trevas. Vais percorrer o espaço e visitar os mundos, em plena liberdade, enquanto nós rastejamos penosamente na Terra, presos aos nossos corpos materiais, semelhantes a um pesado fardo. Os horizontes do infinito se desvendarão diante de ti, e ao ver tanta grandeza, compreenderás a vaidade das ambições terrenas, das nossas aspirações mundanas, e das alegrias fúteis a que os homens se entregam.
A morte, para os homens, é apenas uma separação momentânea, no plano material. Do exílio em que ainda nos mantém a vontade de Deus, os deveres que ainda temos de cumprir neste mundo, nós te seguiremos pelo pensamento, até o momento em que nos seja permitido juntar-nos novamente contigo, como agora te reúnes aos que te precederam. Não podemos ir ao teu encalço, mas podes vir até nós. Vem, pois, atender os que te amam e que também amaste. Ampara-os nas provas da vida; vela pelos que te são caros; protege-os segundo as tuas possibilidades; suaviza-lhes as amarguras da saudade, sugerindo-lhes o pensamento de que estás agora mais feliz, e a consoladora certeza de que um dia estarão todos reunidos num mundo melhor. No mundo em que estás, todos os ressentimentos terrenos devem extinguir-se. Que possas, para a tua felicidade futura, permanecer agora inacessível a eles! Perdoa, pois, a todos os que possam ter cometido faltas para contigo, como aqueles para os quais erraste também te perdoam.’
Que assim seja!
Foto: Nasa
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