‘Corrida do Bem’ foi realizada em Maringá com marca do Ministério da Cidadania
No domingo aconteceu em Maringá a Corrida do Bem, mas não aquela já realizada cinco vezes através de lei de incentivo, em benefício da APMIF São Rafael; este ano o evento oficial aconteceu em abril. A outra foi organizada por uma empresa de São Paulo que utilizou a marca/patrocínio do Ministério da Cidadania, o que é proibido pela legislação eleitoral em época de campanha política.
No final de julho, ao saber que nas redes sociais existia o anúncio de uma Corrida do Bem em 20 de agosto em Maringá, os organizadores do evento tradicional divulgaram em rede social que não tinham vínculo e sequer sabiam quem eram os responsáveis pelo “evento que está sendo divulgado com o mesmo nome da nossa prova”. A marca Corrida do Bem, de acordo com o Instituto Nacional de Marcas e Patentes, não pertence a nenhum dos organizadores e sim ao Instituto Educare, de Caratinga (MG). A corrida de domingo tinha percursos de 5 km e 10 km, e os corredores saíram da avenida Reitor Rodolfo Purpur, próxima à avenida Colombo, e percorreram, ida e volta, pela avenida Horácio Raccanello até a avenida Rebouças, ao que se sabe. Nas redes sociais nada se encontrou a respeito. O trajeto seria o mesmo da Corrida do Bem promovida pelos maringaenses. Além da logo da Prefeitura de Maringá e da União tinha outras marcas particulares, como Atacadão.
A prova foi promovida pela Ativo, de Santana do Paranaíba (SP), que atua no segmento esportivo desde maio de 2000. “Nossos serviços são destinados a esportistas, empresas que atuam ou querem explorar o mercado esportivo, federações, associações e organizadores de eventos”, informa o site da empresa. A Secretaria de Esportes e Lazer confirmou que deu apoio ao evento com o nome da outra corrida, mas que não tinham conhecimento de que, além de sua marca, os organizadores utilizaram a marca de órgão da União.
A legislação veda a utilização de nomes e siglas de órgãos públicos da União, suas autarquias e fundações públicas, estabelecendo até multa de 5 a 100 mil Ufir aos agentes responsáveis. O Maringá News entrou ontem em contato com a Ativo, para saber se eventos semelhantes, com o mesmo nome e patrocinados pelo governo federal, estão sendo realizados pelo país, e permanece aguardando resposta ao questionamento.
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