Dois maringaenses citados na CPI da Pandemia concorrem a cargo público
Dos 78 nomes citados no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito que apurou desmandos do governo Bolsonaro durante a pandemia da covid-19, 20 serão candidatos a cargos eletivos neste ano. O levantamento é do jornal O Globo e foi reproduzido pelo Congresso em Foco.
A lista abrange candidatos a praticamente todos os cargos públicos em disputa neste ano. De Maringá aparecem o deputado federal Ricardo Barros (PP), candidato à reeleição; e eleito pela primeira vez deputado em 1994 e hoje é líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal. Acusado de incitação ao crime e advocacia administrativa, formação de organização criminosa e improbidade administrativa. Outro maringaense na lista dos 20 é a médica Nise Yamaguchi, indiciada por epidemia com resultado morte e que é candidata a deputada federal por São Paulo. Ela atuou em defesa do tratamento precoce e promoveu ataques à política de vacinação durante os picos de morte pela covid registrados no Brasil.
Há na relação o próprio presidente Jair Bolsonaro (PL), que disputa a reeleição, e Roberto Jefferson (PTB) que também se lançou o seu nome na corrida ao cargo, até deputados estaduais. O candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, Walter Braga Neto (PL), também integra o grupo. Já o personagem mais recorrente nos depoimentos da CPI, depois do presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, tenta uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro. Ele concorre pelo PL. Pazuello chefiou a Saúde nos momentos mais críticos da pandemia e contra ele pesam sete acusações de crimes no relatório final da CPI.
Ao lado de nomes que tentam a reeleição ou já compõem o governo, estão estreantes como Mayra Ferreira, a Capitã Cloroquina, e Nise Yamaguchi.
Mayra se filiou ao PL do Ceará e tenta o cargo de deputada estadual. Já Nise Yamaguchi concorre a deputada federal por São Paulo.
Ambas atuaram em defesa do tratamento precoce e promoveram ataques à política de vacinação durante os picos de morte pela covid registrados no Brasil. Leia mais.
Foto: Agência Senado
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