Pacientes com câncer de mama podem contar com o medicamento trastuzumabe-entansina. Indicado em monoterapia – método em que o processo de tratamento é realizado utilizando apenas uma droga ou procedimento – para tratamento de pacientes classificados no nível HER2-positivo da doença. A Portaria que incorpora o medicamento ao Sistema Único de Saúde foi publicada ontem no Diário Oficial da União.
A trastuzumabe-entansina (T-DM1) é um conjugado droga-anticorpo caracterizado pela ligação de forma covalente do trastuzumabe, o anticorpo dirigido contra a proteína HER2, ao agente citotóxico inibidor de microtúbulos DM1 (entansina). O trastuzumabe também deveria ser fabricado pelo Tecpar em Maringá, conforme anunciado há anos. O Comitê Deliberativo e a Comissão Técnica de Avaliação das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo do Ministério da Saúde deram parecer pela não continuidade da PDP com o Tecpar. O medicamento foi oferecido a preço 37% do que o praticado anteriormente.
“A tecnologia recebeu recomendação favorável de incorporação ao Sistema Único de Saúde SUS após passar por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável por assessorar a pasta nas atribuições relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo SUS”, informou o ministério.
Números – De acordo com a Organização Mundial de Saúde, em 2018, mais de 620 mil mulheres morreram de câncer de mama em todo o mundo. No Brasil, o número total de novos diagnósticos ao ano chega a 60 mil, resultando em uma taxa de incidência de 60/100 mil habitantes.
Em 2017, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) reportou 16.724 mortes em mulheres. No ano de 2018, o Brasil foi o quarto país com a maior incidência em câncer de mama e o quinto em mortalidade. Estima-se que a incidência entre as brasileiras nos próximos 20 anos terá um aumento de 47%, diz OMS. (C/ Agência Brasil)