Sobre mensagens de ódio e de intolerância

Arautos do divisionismo devem merecer o repúdio de todos

Não sou nem lulista nem petista, mas a verdade é que – ao contrário do que afirmam bolsonaristas de extrema direita – o PT governou o país por muitos anos e não fechou igrejas nem implantou o comunismo.

Também não atentou contra a democracia, não armou a população, não atacou ou ameaçou o Congresso e o STF, nem incentivou a destruição da floresta amazônica e de seus rios, como fez Bolsonaro recorrentemente, fazendo vistas grossas às queimadas e ao garimpo ilegal. É verdade que o PT adotou no passado o condenável discurso “do nós contra eles”. Mas, atualmente, os arautos da intolerância e do ódio ultrapassam todos os limites.

A eleição para presidente é um ato democrático importante que se repete periodicamente, em todos os países democráticos, e não uma guerra fratricida de extermínio do adversário, agora transformado em inimigo pelos bolsonaristas. Lula e Bolsonaro ainda que exerçam inegável liderança, são personagens apenas de um certo momento histórico. Mas o Brasil, o povo brasileiro e a nossa democracia são permanentes, maiores e mais importantes do que Bolsonaro e Lula.

Por isso, os arautos do ódio e do divisionismo devem merecer o repúdio de todos os democratas e dos verdadeiros cristãos, que aspiram e lutam por uma sociedade justa e progressista, na qual seus cidadãos possam viver e trabalhar em segurança, harmonia e paz.

Foto: Marlon Marinho