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Ex-presidiário, a importância da reconstrução da vida fora da prisão

Preconceito, isolamento e exclusão, mesmo tendo pago por erros e infrações

A propósito de uma expressão muito usada na atual campanha, vejamos:

A sociedade, de modo geral, tende a rejeitar e excluir as pessoas que cometeram atos infracionais, mesmo que já tenham cumprido pena. Um preconceito que muitas vezes inviabiliza a reconstrução da vida fora da prisão. Muito se fala sobre os altos índices de reincidência no crime, mas não existem políticas concretas que construam caminhos para a pessoa que sai da prisão.

Diminuir o preconceito contra o ex-presidiário passa necessariamente pela implantação de programas, projetos e ações de inclusão que criem possibilidades de reconstrução da vida em sociedade. A ONU aponta para esta questão ao afirmar que o dever da sociedade não termina com a libertação do preso. Segundo orientação da ONU, deve-se dispor de serviços de organismos governamentais ou privados capazes de prestar à pessoa solta uma ajuda pós-penitenciária eficaz, que tenda a diminuir os preconceitos para com ela e permita sua readaptação à comunidade.

Mas este caminho não tem sido traçado na sociedade brasileira. Preconceito, isolamento e exclusão continuam sendo o ônus que ex-presidiários assumem, mesmo já tendo pago por seus erros e infrações. Leia mais.

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