Lambendo as botinas de Bolsonaro, Moro expõe como condenou Lula sem provas

Ele usou o aparelho judicial para a luta política, diz analista

Trechos do artigo de Reinaldo Azevedo,ontem no UOL, sobre o maringaense e senador eleito Sergio Fernando Moro:

Considero Moro, já escrevi aqui e disse em todo canto, a figura mais desprezível da vida pública brasileira. Em muitos aspectos, mais do que Bolsonaro, que sempre foi e sempre se mostrou um fascistoide. Nunca disfarçou. Votou nele quem quis, sabendo muito bem o que ele pensava. Os que fizeram essa escolha ou concordavam com as barbaridades que dizia e diz ou consideraram que, contra o PT, valia qualquer um, inclusive aquele que já tinha deixado claro considerar estupro matéria de merecimento — distinção cabível apenas às bonitas. “Ah, eu não sabia…” Sabia, sim. Sabia e votou. (…)

Moro ganha pontos na escala da abjeção porque tentou dar verniz jurídico à sua cruzada reacionária e à sua luta política. Usava a toga para se esconder e para produzir indignidades jurídicas. Amplos setores da imprensa, diga-se, caíram na conversa. Também porque quiseram. Bastaria, para afastar o mal, que consultassem as leis, o que não fizeram. Em vez disso, preferiram transformar vazamentos ilegais, oferecidos por procuradores e delegados, em esforço de moralização da política. (…)

Moro condenou Lula sem provas. Ele nunca aceitou o meu desafio, na sua escancarada covardia, de dizer em quais páginas de sua sentença estão as evidências de que Lula era culpado. Na verdade, em embargos de declaração, escreveu com todas as letras que o tal tríplex de Guarujá nada tinha a ver com contratos da OAS com a Petrobras. Era a confissão da inexistência das provas. E por que ele condenou? Basta ler o lixo que produziu para constatar: porque ele achava importante lutar contra o PT. Usava o aparelho judicial para a luta política, pouco importando que estivesse a condenar um inocente. Aqui, na íntegra (para assinantes).

No mesmo dia, veio a público um interessante depoimento de uma ex-ativista da Lava Jato: