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‘O Brasil virou uma Disneylândia do nazismo’

Livro de Gherman é obrigatório para entender as manifestações por golpe e ditadura

Trechos da coluna de Milly Lacombe, no UOL:

A frase que dá título a esse texto é do professor Michel Gherman e foi dita durante conversa com o economista Eduardo Moreira e com a jornalista Cristina Serra no Canal ICL. Gherman é professor do departamento de sociologia da UFRJ, coordena o laboratório de religião, espiritualidade e política na mesma universidade, é pesquisador do centro de estudos do anti-semitismo da Universidade Hebraica de Jerusalem e assessor acadêmico do instituto Brasil-Israel. (…)

Gherman acaba de lançar um livro que deveria ser leitura obrigatória para aqueles e aquelas que buscam compreender as manifestações por golpe e ditadura que estamos vendo nas ruas: “O Não Judeu Judeu”.

O professor explica há algum tempo que não precisamos chamar Bolsonaro de Nazista porque ele mesmo faz isso.

Ele faz quando elogia Hitler, quando abraça e se deixa fotografar ao lado de um sósia de Hitler, quando sai em defesa de alunos de um colégio militar para que eles possam homenagear Hitler, quando usa o lema “Brasil acima de tudo”, quando repete a frase que ainda hoje está na entrada de Auschwitz “O trabalho Liberta”, quando contrata para secretário da cultura alguém que acha razoável fazer um discurso à nação fantasiado de Goebbels e repetindo suas palavras, quando tem como assessor especial um jovem que faz com a mão gestos de supremacistas brancos, Felipe Martins, quando nega o Holocausto, quando faz live bebericando um copo de leite em demonstração pública de simpatia aos valores nazistas. (…)

“O nazismo é uma estética e Bolsonaro está nos avisando quem ele é e o que defende”. Aqui, na íntegra (para assinantes).

Foto: RBA/Reprodução

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