Tumulto provocado por Barros foi derrota para CPI, consideram senadores

Humberto Costa e Randolfe Rodrigues, ontem, no lançamento do livro

Os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Humberto Costa (PT-PE), que lançaram ontem em São Paulo o livro “A política contra o vírus: bastidores da CPI da Covid”, consideram que a participação dos ex-ministros da Saúde Ricardo Barros e Eduardo Pazuello foram um “depoimentos difíceis”. O livro, com bastidores e reflexões sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito criada no Senado.

“Graças a seu atrevimento e seu talento retórico, Ricardo Barros produziu tamanho tumulto na CPI que, ao final, consideramos a sua participação uma derrota para nós”, declaram. No depoimento à CPI, em 12 de agosto de 2021, Barros confrontou suspeitas da comissão, bateu boca com senadores e negou o cometimento de crimes. Ele disse ainda que a comissão estaria afastando empresas interessadas em vencer vacinas contra a covid-19 ao Brasil.

“O auge da nossa revolta foi ter ouvido do depoente que nosso trabalho estaria afastando laboratórios interessados em negociar vacinas com o Brasil (leia-se Bharat Biotech/Covaxin) e gerando insegurança jurídica para potenciais investidores. A acusação soou ainda mais grave porque os esforços da CPI sempre se concentraram em denunciar e eliminar as dificuldades criadas pelo governo para adquirir vacinas dos grandes laboratórios internacionais. Foi o bastante para que aquele espetáculo grotesco fosse encerrado sob protestos de toda a mesa [diretora da comissão]”, defendem Randolfe Rodrigues e Humberto Costa, segundo Luciana Amaral, da CNN Brasil.

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