Há 19 dias, Polícia Federal cumpria três mandados em Paranavaí
Passados 12 dias do anúncio de que um grupo de Paranavaí ligado à área financeira (over-the counter, um ambiente onde a negociação de ativos ocorre de forma não-organizada) seria o novo patrocinador do Maringá Futebol Clube, até agora ele não apareceu no site do time. Cinco dias antes a Polícia Federal de Rondônia cumpriu três mandados na Capital da Laranja, e ao menos um deles envolveria a empresa citada como nova patrocinadora, criada em julho do ano passado.
Um dos mandados de busca e apreensão teria ocorrido na residência do proprietário do grupo, que possuiria escritório em Maringá. Ao menos dois veículos de luxo foram levados na chamada Operação Metaverso, que visa o combate a crimes relacionados a prática de fraude bancária eletrônica. A PF não divulgou os nomes dos envolvidos. A operação foi realizada com acordo de cooperação técnica firmado entre a PF e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e apura há mais de dois anos fraudes milionárias cometidas através de transferências bancárias para empresas e pessoas físicas com posterior compras de criptomoedas, inclusive através de corretoras de outros países, a fim de dificultar a rastreabilidade das vantagens financeiras obtidas.
Segundo as investigações demonstraram, uma organização criminosa explorou possível vulnerabilidade técnica e/ou sistêmica no site vítima de ataque para desviar o montante total de cerca de R$ 18,5 milhões, distribuídos imediatamente para dezenas de contas bancárias, em um movimento claro de dificultar a rastreabilidade e ocultar as vantagens financeiras obtidas na fraude. A Polícia Federal conseguiu identificar 30 pessoas físicas e jurídicas envolvidas na fraude, sendo que diversas empresas foram abertas exclusivamente para a realização do desvio e imediatamente encerradas as atividades.
Foram expedidos, segundo release da PF, mandados de busca e apreensão em 11 endereços vinculados aos investigados (Rondônia, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul) pelo juízo da 4ª Vara Criminal de Porto Velho (RO). Os investigados poderão responder pela prática dos crimes de furto qualificado mediante fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem ultrapassar 20 anos de reclusão. A direção da empresa de Paranavaí e a diretoria do Maringá FC foram questionadas mas não quiseram se pronunciar.
Foto: Divulgação/News Rondônia
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