Vereador desiste de desistir e confirma candidatura à reeleição

Roza, que votou ontem contra projeto de sua própria autoria, volta atrás de novo

O vereador Rafael Diego Roza Camacho (Pros) havia confidenciado a algumas pessoas, tempos atrás, que estava descontente com política e não iria disputar um segundo mandato, para o qual foi eleito inclusive fazendo reunião dentro de igreja evangélica. Motivos para o desânimo ele tem: votou contra ata de sessão, contra projetos de interesse do funcionalismo, votou contra projeto de sua própria autoria e tornou-se conhecido também por tentar furar a fila de leitos para internar um pastor amigo.

Agora, depois do episódio do aumento do número de cadeiras (de 15 para 23), ele, que foi o menos votado dos atuais vereadores (1.335 votos), resolveu ser candidato à reeleição em 2024. É que ele passa a ter mais possibilidade de voltar, já que foi o menos votado em 2020.

Ontem, depois de ter votado contra seu próprio projeto (justamente o do aumento), ele negou que tivesse sido chamado por poderosos empresários, que teriam proposto bancar sua campanha e de mais um vereador em troca da mudança de voto. Ele e Paulo Henrique Biazon Santos (União) mudaram o voto, mas a adequação passou – e agora ambos têm mais chances de permanecer no Legislativo, já que haverá oito cadeiras a mais.

Em entrevista após ter mudado de postura em relação ao tamanho da nova legislatura, Roza desmentiu o boato de que sua campanha seria bancada. Disse que tem sim dinheiro para tal. Em 2020, quando foi eleito, ele tentou receber o auxílio emergencial, ao menos uma familiar recebeu (e doou para a campanha, de acordo com a Justiça Eleitoral), assim como assessores.

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