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Texto bíblico escrito há 2,5 mil anos combate ideia de teologia da prosperidade

Obra de maringaense é base de matéria sobre o Livro de Jó

Reportagem de Edison Veiga, publicada ontem na BBC Brasil, aborda a fé e os equívocos da teologia da prosperidade, doutrina base das igrejas pentecostais, onde a relação dos fiéis com Deus ocorre meio de trocas de bens materiais. A base do texto é toda sobre as reflexões do teólogo maringaense Luiz Alexandre Solano Rossi, em especial de seu livro “A Origem do Sofrimento do Pobre: Teologia e Antiteologia no Livro de Jó”.

A história de Jó, que era um homem justo, fiel e paciente e foi da riqueza à riqueza e permaneceu fiel a Deus, está presente na tradição oral de povos do Oriente Médio desde cerca de 4 mil anos atrás. Em algum momento entre o século 6 e 5 antes de Cristo, contudo, esta história foi redigida em hebraico, na versão que está presente até hoje no Antigo Testamento da Bíblia.

“Jó não pode ser considerado um personagem histórico e, sim, uma personificação teológica”, comenta o teólogo, cientista da religião e historiador Luiz Alexandre Solano Rossi, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, do Centro Universitário Internacional e autor de vários livros. Rossi lembra que a experiência de Jó serve “como uma referência para mostrar como um tipo de teologia pode ser relacionada facilmente a esta prática da recompensa”. Leia mais.

Ilustração: Quadro de Leon Bonnat

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