Maringá terá representatividade no primeiro escalão do segundo mandato do governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD)? Responde observador, que não, que a representatividade será familiar e, no máximo, partidária, beneficiando o PP.
Ao desistir da disputa do governo estadual, como ocorreu em 2018, em troca de participação na segunda gestão de Ratinho, o deputado federal Ricardo Barros teria “engolido” as esperanças de que a cidade tenha ao menos uma secretaria estadual. Barros garantiu o dele, o de Indústria, Comércio e Serviços, que poderá abandonar em um ano e retomar o mandato em Brasília, por conta do foro privilegiado.
Resta a nova Secretaria da Mulher e Igualdade Racial, que também pode cair no colo do mesmo PP, da atual secretária municipal de Políticas Públicas para Mulheres, Terezinha Beraldo Pereira, que foi candidata a vereadora e fez 159 votos. Embora em Curitiba se comente que ela não está entre as mais cotadas, em especial após denúncias de assédio na Semulher, se ganhar a pasta quem ganhará é o feudo e não a cidade.
“Contemplando-se somente o PP, e não o PSD, partido do governador, não se pode considerar que Maringá estará representada no primeiro escalão. Podemos repetir a primeira gestão, onde a cidade não teve nenhuma secretaria”, avalia.
Foto: Roberto Dziura/AEN