Sem teto ocupam imóveis em Paiçandu

São quatro blocos, com 240 apartamentos, que começaram a ser ocupados por sem teto

Dezenas de sem teto estão ocupando o que deveria ser o Condomínio Residencial Golden Ville Residence, um conjunto de quatro blocos, em Paiçandu. São 240 unidades habitacionais, financiadas com recursos públicos, enquadradas no programa Minha Casa Minha Vida, que não foram concluídas. A ocupação foi organizada pela (Frente Nacional de Luta Campo e Cidade.

O local ganhou várias faixas com o novo nome do empreendimento: “Acampamento Dom Hélder Câmara”. Ainda não se tem uma ideia de quantos apartamentos foram ocupados, mas estima-se em 100 famílias que começaram a chegar desde ontem. Recentemente a Prefeitura de Paiçandu, preocupada com o abandono da obra, ensaiou tratar do assunto junto ao governo federal.

Empreendimento em Paiçandu tem quatro blocos

O empreendimento é da Cantareira Construções e Empreendimentos Imobiliários Ltda., localizada na avenida Nildo Ribeiro, no Jardim Ipanema em Maringá. A construtora pertence a ARR Participações Sociais Ltda., Roney Turchiari e Silvana Pazzetto Arruda, ex-mulher do ex-deputado Edmar Arruda. Ela foi chefe do escritório regional da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, em Maringá no primeiro mandato do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Os blocos começaram a ser levantados na avenida da Independência 2.922, em Paiçandu. Pessoas que adquiriram as unidades chegaram a fazer protesto pelo atraso na entrega da obra, que foi iniciada em 2014 (as vendas começaram em 2012) e deveria ter acontecido em setembro de 2016; posteriormente, foi postergada para março de 2017 e março de 2018. Grupos foram criados em redes sociais e houve ações judiciais.

Faixa com o novo nome do local: Acampamento Dom Hélder Câmara

Os blocos começaram a ser levantados na avenida da Independência 2.922, em Paiçandu. Pessoas que adquiriram as unidades chegaram a fazer protesto pelo atraso na entrega da obra, que foi iniciada em 2014 e deveria ter acontecido em setembro de 2016; posteriormente, foi postergada para março de 2017 e março de 2018. Grupos foram criados em redes sociais e houve ações judiciais.

Construção estava abandonada havia anos

De acordo com um dos compradores, a construtora creditou o atraso à crise vivida pelo país, que a culpa era do Banco do Brasil, por não realizar o repasse. O banco, procurado, informou à época que a empresa não estava cumprindo o contrato. Também teria havido problemas com as pessoas que utilizaram o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para amortizar o valor dos apartamentos.