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Consumidor, não compre mais de quem financia atos antidemocráticos

Quem paga ônibus para criminosos deve ficar com seus produtos mofando nas prateleiras

Da advogada Maria Inês Dolci, especializada em direita do consumidor, no UOL:

O que um cidadão pode fazer, além de votar, para contribuir com a democracia? Investido do papel de consumidor –algo que ocorre com frequência, muitas vezes sem percebermos–, deve dar cartão vermelho para empresas financiadoras de atos como a invasão dos três Poderes em Brasília, domingo, 8 de janeiro. Se não aderiram aos preceitos democráticos por bem, que o façam para não fechar as portas.

É atribuída a Winston Churchill, primeiro-ministro do Reino Unido e líder dos aliados na Segunda Guerra Mundial, a definição de democracia como a pior forma de governo, à exceção de todas as demais. Ou seja, há problemas, sim, nos regimes democráticos, mas eles podem ser aperfeiçoados pelo voto, por manifestações pacíficas, ações que respeitem a Constituição Federal e os direitos humanos. (…)

Quem paga ônibus, churrasco e acampamento para criminosos invadirem o Palácio do Planalto, o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Congresso Nacional deve ficar com seus produtos mofando nas prateleiras, sem compradores. Se forem empresários do ramo de serviços, estes não devem ser contratados.

Para viver em sociedade –e o consumo é uma prática social– temos de respeitar o arcabouço jurídico vigente. Caso não concordemos com determinadas leis, o caminho será eleger representantes políticos que as modifiquem no voto. Leia na íntegra aqui (para assinantes).

Foto: Pedro França/Agência Senado

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