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Ex-prefeita de Mandaguari compartilha o chamado ‘manifesto bolsonarista’

Maria Inês Botelho, que está na lista suja do TCU, partilhou a ‘revolução silenciosa’

A ex-prefeita de Mandaguari Maria Inês Botelho (gestão 1997-2000), 74, que além de vereadora por duas gestões presidiu as executivas municipais do PMDB, PSDB, PPS e PMN daquela cidade, compartilhou em grupo de WhatsApp mensagem intitulada “Revolução silenciosa” e chamada de “Manifesto bolsonarista“, considerado xenofóbico, ao propor por exemplo que ninguém passe férias no norte e nordeste do país.

A mensagem compartilhada pela ex-prefeita no grupo chamado “Mandaguari do bem” recomenda o não pagamento de impostos à vista, que as pessoas retirem o dinheiro da poupança, reduzam o consumo em 30%, fechem suas contas no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander e não viagem de férias, “principalmente para o norte e nordeste”.

“Não vá a restaurantes bares, fast foods de esquerda. Esvazie todo e qualquer comércio de entretenimento de esquerda. Faça tipo a quarentena da covid, fique em casa e com isso reduza seu consumo e por consequência os impostos. Nosso dinheiro sustenta esses vagabundos, como vão fazer essa farra do boi sem ele?”, diz a mensagem, que ainda pede boicote ao carnaval, fazendo uma ligação com a Lei Rouanet. “Converse com seus filhos sobre o que está acontecendo. Estamos unidos nessa guerra”, finaliza.

O nome de Maria Inês Botelho consta da mais recente “lista suja” do Tribunal de Contas da União, por ter suas contas julgadas irregulares nos últimos 8 anos. Contatada, a ex-professora da UEM e Fafiman não respondeu se concordava com o teor da postagem que compartilhou e que circularia também em outros grupos de extrema direita.

PS – A ex-prefeita, que estava em Curitiba, disse horas depois da publicação que não apoia ações “desta Esquerda (sic), assim sou favorável ao melhor encaminhamento do Brasil para todos nós. Agora acho estranho ser questionada sobre isto, uma vez que esta mesma Esquerda (sic), anos a fio, vem estabelecendo combate a quem luta por mantê-lo no trilho do desenvolvimento. Fica difícil colocar, neste espaço tudo o que penso. (…) Vivo em Mandaguari a (sic) 56 anos. Tenho condições de lhe demonstrar os muitos cargos por onde estive a responder, e o fiz, adequadamente, ao que estava estabelecido em cada um deles. Também exercer outros cargos a nível de Estado do Paraná e outras instituições, inclusive internacional.” (Atualizado)

Foto: Correio de Notícias/Mandaguari

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