Horror no agro
De Elio Gaspari, em O Globo:
Bateu o horror em alguns magnatas do agronegócio, gente que repete “o dinheiro é meu e faço com ele o que eu quiser”.
Lá atrás, o cidadão tomou uma mordida de algumas centenas de reais para ajudar manifestações de golpistas. Sem perguntar para onde ia o dinheiro, ele fez uma transferência ou assinou um cheque da empresa.
Passou o tempo, e o magnata percebeu que seu dinheiro pode ter ido parar na conta de quem organiza explosões em torres de energia ou outros tipos de atentados terroristas. Nos últimos dias ele foi informado que essas coações estão sendo rastreadas.
Pelos costumes de Pindorama, ele teria motivos para acreditar que qualquer investigação levaria meses, talvez anos, e não daria em nada.
Depois do 8 de janeiro, caíram na rede 52 pessoas e sete empresas financiadoras e foram bloqueados R$ 6,5 milhões. Com a repercussão internacional do movimento, caiu a ficha para o doutor:
Se a Polícia Federal ou o Poder Judiciário brasileiros comunicarem aos organismos internacionais que seu dinheiro financiou terroristas, suas contas, negócios e cartões de crédito poderão ser congelados, sem maiores avisos.
Nas palavras de quem entende:
“O sujeito deu o dinheiro com uma transferência da conta da fazenda na qual é sócio, junto com a irmã. Ela vai às compras em Miami, e a vendedora avisa que seu cartão foi cancelado.”
Montagem s/ fotos de Pixabay e Jefferson Rudy/Agência Senado
*/ ?>
