Seguem duas notícias de Maringá publicadas na página 2 do extinto jornal O Dia, de Curitiba, em 2 de junho de 1949, quando a cidade tinha pouco mais de 3 anos de existência (referem-se a um incêndio na antiga Coletoria Estadual, cujo coletor tornou-se deputado e hoje dá nome a uma das principais ruas centrais) e a iniciativa para a construção da igreja de madeira que antecedeu à da Catedral Nossa Senhora da Glória):
(Do correspondente especial) – Na madrugada do dia 6 do corrente irrompeu violento incêndio no prédio de propriedade do sr. Alfredo Werner Nyffler, alto funcionário da CTNP [Companhia de Terras Norte do Paraná], situado à avenida Ypiranga [atual Getúlio Vargas], nesta cidade, motivado pela explosão de um tambor de gasolina, na ocasião em que era extraído dele parte de seu líquido para ser colocado em um caminhão, pelo inquilino sr. Leopoldo Soares.
O prédio, que era contínuo à Coletoria Estadual, ficou completamente destruído pelas chamas, sobrando, apenas, as paredes que são de alvenaria. E se o fogo não atingiu a Coletoria [na atual rua Néo Alves Martins com a avenida Getúlio Vargas], deve-se à presteza com que defendeu o seu coletor, sr. Néo Martins, que imediatamente retirou todos os seus valores, colocando-os em lugar seguro, prosseguindo com a retirada dos móveis da repartição de sua residência que ficava nos fundos, pondo tudo na rua, com o auxílio de valentes companheiros que apareceram espontaneamente. O sr. Néo Martins recebeu alguns ferimentos nos pés em virtude de pisar em cacos de vidros.
Religião – Diversas senhoras da sociedade local estão empenhadas em angariar donativos para a construção de uma igreja a ser edificada em Maringá, novo, visto que a igreja existente fica situada em Maringá Velho [esquina da avenida Brasil com rua Santa Joaquina de Vedruna, Colégio Santa Cruz], um pouco distante, apesar de contarmos com uma vagarosa jardineira circular.
Foto: Museu da Bacia do Paraná