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Mais de 6 meses depois, vereadora não foi citada em ação em que é ré por improbidade

Cris Lauer: processo por enriquecimento ilícito tramita há 196 dias e ela não foi citada anda

Em julho de 2021 o Ministério Público Estadual começou a investigar a vereadora Cristianne Costa Lauer (PSC), por atos de improbidade administrativa, acusada de utilizar seu chefe de gabinete, advogado Bruno Di Lascio, em fins pessoais e prática de atos particulares durante o horário de expediente.

O chefe de gabinete foi exonerado em setembro daquele ano. Em julho do ano aseguinte, um ano após o início da investigação, a 20ª Promotoria (Proteção ao Patrimônio Público) ajuizou ação civil pública de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra a vereadora, conhecida como Cris Lauer, por enriquecimento ilícito, e pediu à justiça a perda do seu mandato, suspensão dos direitos políticos até 14 anos, pagamento de multa e a devolução de R$ 19.638,02. 

O caso tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública há 6 meses e meio. Passados 196 dias de tramitação do processo, completados nesta sexta-feira, o último movimento é de 22 de setembro de 2022 – um ofício assinado pelo promotor de justiça Leonardo da Silva Vilhena, dirigido ao juiz, cobrando justamente que, passados quase dois meses da expedição da carta de citação, não havia sido juntado o aviso de recebimento.

Na ocasião o promotor requereu diligências para o cumprimento da citação e, em caso negativo (como se verificou até agora), requereu a citação da vereadora pelo seu e-mail funcional crislauer@cmm.pr.gov.br.  A citação é ato processual que convoca o réu, executado ou interessado, para fazer parte do processo e é uma formalidade essencial para a validade do processo.

O recesso na Câmara de Maringá termina nos próximos dias. O Legislativo faz duas sessões semanais (às terças e e quintas-feiras) e durante a semana a vereadora costuma atender em seu próprio gabinete.

Foro: Reprodução/YouTube /Câmara de Maringá

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