Uma homenagem à altura de dom Jaime
Em 5 de agosto vai fazer 10 anos da morte de dom Jaime Luiz Coelho, certamente a figura de maior importância na transformação e consolidação de Maringá.
A Catedral, a Universidade Estadual, as casas de acolhimento aos mais necessitados, a mobilização social em torno de temas importantes para a comunidade, a criação da Folha do Norte do Paraná, o apoio a instituições de saúde ligadas à Igreja, a conquista da televisão para a cidade e do espaço para a Igreja Católica são algumas das muitas realizações com a digital do primeiro bispo e arcebispo de Maringá.
Está, portanto, na hora de Maringá dar a homenagem à altura da figura de dom Jaime. O poder público e político lhe deram o nome de uma medalha no âmbito legislativo e nominaram uma escola municipal. Houve alterações na legislação de concessão de nomes de próprios públicos; há que se reconhecer que há muito se utilizam de homenagem com fins nada históricos, e sim eleitorais.
Maringá pode, unindo Executivo e Legislativo, dar ainda a devida homenagem a dom Jaime. O prefeito Ulisses Maia e os vereadores, que sabem da importância e magnitude do arcebispo podem aproveitar a data para fazer um reparo histórico.
A sugestão é de dar o nome de dom Jaime Luiz Coelho a um trecho significativo da extensa avenida Cerro Azul, que iria da praça da Catedral até a praça de Todos os Santos, na Zona 2. Certamente haverá entendimento de nossos representantes sobre o merecimento e a oportunidade de uma bela homenagem ao religioso.
O nome da avenida, que continuaria sendo Cerro Azul da praça de Todos os Santos até o Contorno Sul, refere-se a Ildefonso Pereira Correia, o barão do Serro Azul (isso, com “s”), parnanguara que foi o maior produtor de erva-mate do mundo e morreu fuzilado, aos 44 anos, em Curitiba, em maio de 1894, sem processo legal, durante a Revolução Federalista (pica-paus e maragatos). A história do empresário foi contada no livro “A última viagem do barão de Serro Azul”, de 1972, e reeditada em 1974, 2003 e 2008.
O autor do livro, afamado por descrever de forma singular a vida do que seria considerado um herói paranaense, é Odilon Túlio Vargas, que iniciou carreira política em Maringá, onde presidiu a associação de advogados, e elegeu-se deputado estadual pelo PDC, e em Curitiba presidiu a Academia Paranaense de Letras. A obra virou filme, “O preço da paz”, produzido por Maurício Appel.
Filho do ex-deputado Rivadávia Vargas (que dá nome ao CSU local), Tulio também era jornalista, foi líder do governador Paulo Pimentel, deputado federal eleito duas vezes pela Arena e secretário de Justiça no governo Jaime Canet Junior (1975-1978). Chegou a disputar o Senado pela Arena em 1978, mas perdeu para José Richa (MDB). Escreveu quase três dezenas de livros, presidiu a Academia Paranaense de Letras e faleceu em 2008.
Confira o documentário sobre a história de fé e empreendedorismo de dom Jaime, realizados pela Arquidiocese de Maringá:
Foto: Reprodução: Arquidioese de Maringá
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