Como se esperava, o ex-juiz federal Sergio Moro (União Brasil) estreou no Senado perdendo – e de certa forma envergonhando os que defendem a democracia. Ele manifestou ontem o voto no senador Rogério Marinho (PL-RN), candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi reeleito presidente da câmara alta.
Ele obteve 49 votos, contra 32 de Marinho, e ocupará o cargo por mais dois anos. Pacheco iniciou seu mandato no Senado em 2019 e foi eleito presidente da Casa pela primeira vez em 2021. Ficou claro na transmissão feita pela TV Senado o constrangimento de Pacheco ao ver que Sergio Moro queria cumprimentá-lo, após a confirmação de sua vitória. Ele olhou para Moro, e continuou sendo parabenizado por outro senador, até que o ex-ministro de Bolsonaro conseguiu fazer o cumprimento (no vídeo, por volta de 18h21).
Para ser eleito presidente do Senado, o candidato precisaria ter pelo menos 41 votos, ou seja, maioria absoluta do Plenário da Casa. Os senadores votaram em tradicionais cédulas de papel, depositadas em urnas e apuradas por um grupo de senadores. As cédulas serão destruídas em seguida, como manda o Regimento Interno do Senado.
Após ser reeleito à presidência do Senado, Rodrigo Pacheco assumiu imediatamente os trabalhos da mesa diretora. No início de sua fala, ele agradeceu a confiança dos colegas e se disse honrado e desafiado com a missão de, mais uma vez, chefiar o Senado e o Congresso Nacional. (C/ Agência Senado)