Genocídio: Para ex-ministro, situação Yanomami é plano orquestrado
Do site Migalhas:
Houve omissão proposital por parte do governo Bolsonaro sobre a situação dos povos Yanomami. É essa a dura opinião de Eugênio Aragão, advogado e ex-ministro da Justiça.
Recentemente, a tragédia humanitária vivida pelos indígenas estampou os jornais. A área é marcada por garimpo ilegal, alta taxa de mortalidade infantil, falta de acesso à Saúde, ameaças e violência sexual de mulheres e crianças.
Em entrevista à TV Migalhas, o advogado explica que o problema é antigo: surge na década de 70, quando os militares acreditavam na ocupação da área como forma de impedir uma invasão do Brasil pelo Norte.
O plano voltou com força no governo Bolsonaro. Este, por sua vez, se não agiu pelo extermínio, assumiu o risco, sabendo que a ocupação seria incompatível com a existência dos Yanomami. É o chamado “dolo eventual”. Este, por sua vez, seria suficiente para configurar o crime de genocídio.
Ao Migalhas, o advogado deslinda a espinhosa questão que levou os Yanomami à atual situação, traz o contexto histórico do problema, e opina sobre o papel do Judiciário nesta causa. Leia mais.
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
*/ ?>
