A hora de pagar pelas escolhas
A reportagem de Catarina Scortecci, publicada ontem na Folha de S. Paulo, foi reproduzida por vários sites brasileiros e pode ser um momento de reflexão para o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), se eventualmente quiser ter futuro político.
A matéria, intitulada “Ratinho Jr. abriga ex-líder de Bolsonaro e deputado cassado por fake news”, com certeza vai servir de munição em pleito eleitoral. Gente do entorno do governador já temia pela má repercussão da nomeação de Ricardo Barros (PP) e do ex-deputado Fernando Francischini. Diz trecho da reportagem:
“Ricardo Barros foi líder do governo Bolsonaro na Câmara e, embora tenha sido reeleito para o sétimo mandato na Casa nas eleições de 2022, acabou optando por não voltar a Brasília. No início deste mês, assumiu o comando da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços na gestão Ratinho Junior.
Sua esposa, a ex-deputada federal Cida Borghetti (PP), também saiu do radar de Brasília.
Logo após a posse do presidente Lula, ela pediu exoneração da cadeira de conselheira da Itaipu. O mandato na hidrelétrica terminaria apenas em maio de 2024, mas ela antecipou a saída argumentando que sua indicação estava vinculada à gestão Bolsonaro.
Já o ex-deputado federal Fernando Francischini, que no final de 2021 se tornou o primeiro parlamentar cassado pelo TSE por espalhar fake news, ganhou um cargo comissionado na Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania.
Em 2018, no dia da eleição, Francischini fez uma live dizendo que duas urnas estavam fraudadas e aparentemente não aceitavam votos no então candidato Bolsonaro, o que não era verdadeiro.
Francischini ocupava o cargo de deputado federal em 2018 e concorreu a um assento na Assembleia Legislativa do Paraná. Terminou como candidato mais votado na disputa em seu estado, com mais de 400 mil votos. Barros e Francischini não retornaram aos pedidos de entrevista”.
Foto: CNN/Redes sociais
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