‘Audiência’ reforça posição política da Acim

O presidente da Acim foi o primeiro convidado a se manifestar, após os pronunciamentos protocolares dos edis, na “audiência” sobre população em situação de rua (Pop Rua) realizada pela vereadora Cris Lauer nas dependências da Câmara de Vereadores na quinta-feira passada.
Em sua fala, Barbieri contextualizou a situação, explicando que“todos sabem” que existem pessoas em situação de rua que, quando ajudadas, “pegam o refrigerante, um suco ou uma marmita e trocam por droga”, e anunciou, em primeira mão, uma campanha que a entidade pretende realizar com o mote “não dê esmola, ajude uma entidade”, devendo contar com “valor considerável” de investimentos em propaganda. Ele compartilhou com os presentes o cronograma da campanha, que será dividida em três etapas: entre março e junho – mapear entidades ligadas a igrejas que atuam com Pop Rua e conscientizar os maringaenses sobre a campanha; de julho a outubro, apoiar as entidades financiadas nas ações junto à Pop Rua; outubro a dezembro, realizar balanço da campanha. Também disse esperar que a situação se resolva “sem ações heróicas ou oportunistas”.
Se contextualizarmos que recentemente a entidade financiou uma campanha contra a adequação do número de vereadores que teve direito a uniformização, com a camiseta da Acim, de representantes do mesmo movimento que destruiu as sedes dos Três Poderes em Brasília no dia 8 de janeiro, e que logo em seguida ela espalhou outdoors pela cidade jogando confete nos vereadores bolsonarista-raiz Cris Lauer, Rafael Roza e Paulo Biazon, que inclusive foram os únicos parlamentares que participaram da “audiência”, sentado na mesma mesa com outras duas pessoas, uma representando a Opem, Barbieri lançou, explicitamente, uma campanha para “resolver” a situação da pop rua, e deixou implícito o apoio ao lançamento de uma outra campanha, a de 2024 para a Prefeitura de Maringá.
Se para uma coisa a “audiência” da Lauer serviu foi para riscar o chão da Acim à extrema-direita durante a gestão Barbieri. Como isso vai se dar e quão positivo ou negativo isso será para a entidade e para Maringá? Só o tempo e as articulações políticas dirão.
(*) Luiz Modesto – sociólogo
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