Dois maringaenses começam a semana sendo notícia nacional – e nada edificante

Moro foi denunciado pela PGR ao STF; Fahur é interpelado pelo chefe do PCC

A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, denunciou hoje o senador Sergio Moro (União) ao Supremo Tribunal Federal pelo crime de calúnia.

Em vídeo divulgado nas redes sociais no último fim de semana, Moro aparece em uma conversa com pessoas não identificadas. Durante o diálogo, o parlamentar afirmou: “Não, isso é fiança, instituto…para comprar um habeas corpus do Gilmar Mendes”. 

Para Lindôra Araújo, Moro acusou o ministro de “negociar a compra e a venda de decisão judicial para a concessão de habeas corpus”.

“Ao atribuir falsamente a prática do crime de corrupção passiva ao ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, o denunciando agiu com a nítida intenção de macular a imagem e a honra objetiva do ofendido, tentando descredibilizar a sua atuação como magistrado da mais alta Corte do país”, escreveu a procuradora. 

A denúncia foi motivada por uma representação feita pelo advogado de Mendes após o vídeo com a fala de Moro circular na imprensa e nas redes socais. A informação é da Agência Brasil;

Outro político maringaense que também começou a semana no noticiário nacional de forma ruim foi o Sargento Fahur (PSD). Foi interpelado judicialmente pelo chefe do Primeiro Comando da Capital, a maior facção criminosa do país, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, junto ao Supremo Tribunal Federal. A informação é de João Pedroso de Campos, no site da Veja. Contra Fahur já há pedido de abertura de processo por falta de decoro na Câmara.

A defesa de Marcola quer que o deputado explique declarações dadas em um podcast no último dia 10. Em entrevista ao Fala Glauber Podcast, Fahur ironizou um suposto problema de saúde do líder do PCC, do qual teria ficado sabendo durante visita à Penitenciária Federal de Brasília, onde Marcola está preso.

“Eu estive no presídio federal de Brasília, onde está o Marcola, e os caras contaram para mim que o Marcola toma medicamentos fortíssimos, que, se ele não tomar, ele c… sangue”, disse o deputado. “Ele enfiava a bateria e ela foi soltando lá o produto, então hoje ele tá podre. Se não tomar remédio, c… sangue”, completou.

Na interpelação judicial no STF, o advogado de Marcola incluiu duas questões que pretende ver respondidas por Sargento Fahur. A primeira questiona se o deputado buscou confirmar, inclusive junto ao prontuário médico do presidiário, a informação que divulgou na entrevista. A outra indaga, supondo que o deputado tenha falado a verdade, qual foi a “justa causa” para que Fahur expusesse em um podcast uma informação “relativamente sigilosa, cuja obtenção deu-se em razão do cargo de deputado federal”. Leia mais.

Fotos: Lula Marques/Agência Brasil/Paulo Sergio/Câmara dos Deputados