Comando avalia manutenção e ampliação da greve nas universidades estaduais
O comando estadual de greve dos docentes das sete universidades estaduais esteve na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná na segunda-feira e ontem, informa em nota. “Nos dois dias, membros do Comando fizeram contatos com diversos deputados, da oposição e da base aliada, para tentar uma mesa de negociação com o governo do Estado”.
“Nas conversas, os deputados se comprometeram a tentar sensibilizar o governo para a abertura de mesa de negociação, mas as respostas foram todas negativas. Os representantes do Legislativo destacaram que o recado do governo foi que não discute com categorias em greve sobre nenhuma das pautas e que, neste momento, não há propostas para uma mesa de negociação.
Parte dos deputados revelou, ainda, que, desde o princípio da tramitação de alteração nos planos de carreira, a prioridade do governo foi de encaminhar a reformulação da carreira dos agentes universitários e que, apenas depois de aprovado, trataria – o que não significa que aprovaria e nem em que termos – a proposta do plano de carreira dos docentes.
Numa primeira avaliação, o Comando de Greve concluiu que a alteração no plano carreira não é uma proposta efetiva do governo e que não há interesse de fazer essa proposta tramitar neste momento. O movimento avalia ainda que a intransigência do governo em não negociar apenas confirma a necessidade de manutenção e ampliação do movimento de greve dos docentes”, conclui.
Hoje, o diretório municipal do PSol divulgou nota de apoio à paralisação. “Os homens fazem história, mas não nas condições que a querem. Eles as fazem em condições dadas e encontradas. Na luta social, as condições encontradas podem ser transformadas e, com ela, sua natureza. Neste processo, o PSol de Maringá, manifesta total solidariedade e apoio à greve dos docentes da UEM e das demais universidades estaduais do Paraná, conduzida pela Sesduem e demais seções sindicais do Andes-SN presentes no Paraná”.
A nota lembra que ao longo dos últimos 7 anos os servidores públicos acumulam perdas de mais de 42%, o equivalente à perda de de 17 salários.
“Essa desvalorização precisa parar, por isso Governador Ratinho Júnior e sua base precisam parar de atacar e desvalorizar aqueles que fazem os serviços públicos paranaenses acontecerem e chegarem a toda população paranaense”, finaliza.
Também o Sindicato dos Bancários de Londrina se solidariza com os professores e professoras da UEL, que estão em greve desde o dia 8 de maio pela reposição nos salários. ” Consideramos inadmissível a postura do governador Ratinho Jr. (PSD) de manter a política de arrocho na remuneração dos servidores estaduais, implantada durante a gestão de Beto Richa, corroendo o poder de compra dos trabalhadores e trabalhadoras neste período em que o custo de vida vem sendo afetado pela elevada taxa de juro praticada pelo Banco Central do Brasil”, diz trecho de nota divulgada hoje.
Amanhã, a categoria realiza assembleia para informes e avaliação do movimento grevista e definição de estratégias de intensificação da greve, a partir das 13h30.
Foto: Redes sociais
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