As pirâmides ‘mais rentáveis’ e Maringá
O site Blocktrends publicou a relação das cinco maiores pirâmides do Brasil, as que mais ofereciam vantagem financeira, as mais rentáveis segundo prometiam pagar. Das cinco, ao menos duas têm relação com Maringá, conhecida como a capital dos lókis.
Encabeça a lista o Club10, dos mesmos donos da Genbit, que patrocinou o Maringá Vôlei, do atleta Ricardinho, mas não honrou os compromissos com o clube, que acabou fechando, alvo inclusive de ação civil pública. O Club10 prometia 15% de rentabilidade mensal.
Ricardinho, o levantador da seleção brasileira, tinha a sogra como gestora administrativa do clube; ela foi assessora do deputado federal licenciado Ricardo Barros (PP), que foi líder do ex-presidente Bolsonaro e atualmente é secretário de Indústria, Comércio e Serviços do governo Ratinho Junior.
Também aparece na lista, na quinta colocação, a Xland, que tem matriz em Rio Branco (Acre), recentemente objeto de matéria no programa Fantástico, e que prometia rendimentos de 5% mensais. O representante local da empresa, alvo da do Ministério Público e da justiça, é o ex-comunicador e atual pastor Marçal Siqueira, e sua esposa, Nilvete Dias dos Santos Siqueira, que até pouco antes da divulgação da fraude era assessora de Ricardo Barros, com quem trabalhou por muitos anos.
A relação, porém, não traz outro caso de pirâmide que envolveu o maringaense André Luiz Pucca Bernardi, do i7 Group, que prometia transformar R$ 100 mil em R$ 1 milhão 220 mil em dois anos de investimento.
Sobre o caso mais recente, o da Xland, foram registradas queixas de investidores contra o casal Siqueira, dono da Capsula Invest. Marçal, que era diretor regional da Xland e se disse também vítima do golpe, será ouvido pela polícia nesta sexta-feira à tarde.
Ilustração: Blocktrends
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