PwC e KPMG podem ter participado de fraude, diz CEO da Americanas em CPI
O CEO da Americanas, Leonardo Coelho Pereira, apresentou à Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a fraude contábil da empresa e-mails e outras trocas de mensagem com supostas provas de que os balanços da companhia foram intencionalmente alterados para inflar artificialmente os lucros. Ele também afirmou haver indícios de participação das empresas de auditoria PwC e KPMG. A informação está em reportagem de Lucas Marchesini, na Folha de S. Paulo.
“Essas informações não me permitem tratar [o caso] como inconsistências contábeis”, disse Pereira na sua fala inicial na CPI. Um fato relevante publicado ontem pela empresa chamou o caso de fraude pela primeira vez desde que a situação veio à tona, em janeiro deste ano.
Pereira apontou uma “carta que dá indícios de que a PwC [empresa de auditoria] estava indicando como escrever texto em que o tema risco sacado [mecanismo utilizado para operacionalizar a fraude] não ficasse claro”. A empresa (PricewaterhouseCoopers) tem 15 escritórios no Brasil, inclusive um em Maringá, aberto em 2014, e em 2015 foi responsável pela confecção do Masterplan Metrópole Maringá 2047, um estudo socioeconômico encomendado pelo Codem/Acim, que ficou pronto em 2017.
E-mails supostamente trocados com a PwC, também apresentados por Pereira à CPI, mostram uma auditora sugerindo o formato final de um texto em que declara “não ter conhecimento” de determinados problemas. Ela retira da versão inicial expressões específicas como “risco sacado”, e dá lugar a termos mais genéricos.
A PwC afirmou que “não comenta temas de clientes por questões de confidencialidade e regras de sigilo profissional”. Leia mais (para assinantes).
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
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