O mundo é redondo

Adriano Bacurau “nas mãos” de Flávio Mantovani?

No meio político local só se comenta isso: hoje, quem diria, o vereador Adriano Bacurau (Rede) que era primeiro suplente e assumiu o mandato em 22 de novembro do ano passado, está nas mãos de seu ex-companheiro de administração, o diretor do Procon, Janderson Flávio Mantovani (Solidariedade), ex-vereador que tem liminar do TSE para voltar ao cargo. Basta ele querer, como lembrou Gilmar Ferreira em O Diário de Maringá.

A decisão de Flávio é a grande questão: fica no Procon ou reassume o mandato para o qual foi eleito em 2020? Ele foi o vereador mais votado, com 6.434 votos, e o quarto político mais votado no pleito municipal, à frente de nada menos de 10 candidatos a prefeito. Fez, por exemplo, quase o dobro de votos de José Luiz Bovo (Podemos), que foi super secretário dos Barros e Pupin (Fazenda e Gestão) e recebeu 3.645 votos.

Muita gente gostou da decisão e ficaria contente com seu retorno ao Legislativo, depois de se lembrar que Ulisses Maia foi eleito prefeito quando tinha mandato legislativo; Maia, quando era diretor do Procon, foi candidato a deputado e não se elegeu.

Se Flávio decidir ficar no cargo que ocupa, Bacurau, ex-diretor da Juventude, continuará um mandato que decepcionou parte de seus eleitores. Sua assessoria teria sido indicada por igrejas e o mandato utilizaria a religiosidade como ferramenta de marketing, segundo um deles. Em 2022 ele fez campanha para um candidato a deputado estadual do Podemos, embora a Federação PSol/Rede tivesse 29 candidatos ao cargo no Paraná.

Fotos: Marquinhos Oliveira/CMM