De Elio Gaspari, em O Globo:
Uma lei de 1831 dizia que todo negro escravizado que chegasse ao Brasil era livre, desde que prestasse serviços à Coroa por um determinado número de anos. A Coroa, por sua vez, terceirizava esses serviços, cedendo os negros a cidadãos de “probidade e inteireza”.
Colocando-se o negro para trabalhar, com um mês de seu salário pagava-se a anuidade da concessão. Foram privatizados alguns milhares de negros.
Os dois maiores políticos do Império, Honório Hermeto Carneiro Leão, Marquês do Paraná, e Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias, receberam dezenas de negros livres. Dois grandes jornalistas daquele tempo (Justiniano José da Rocha e Firmino Rodrigues Silva) também ganharam negros.
Magistrados, barões, médicos e a turma do palácio de D. Pedro II ganharam seus lotes.
Foto: Victor Chijioke