Acusado seria candidato em 2024
O médico ginecologista Felipe Sá Ferreira, preso na semana passada acusado de abusar de pacientes, em Maringá, era apontado nos meios políticos como pré-candidato a vereador em 2024. No ano passado ele foi candidato a deputafo federal. Ele é filiado ao Partido Novo e admirador do também maringaense senador Sergio Moro (que gravou mensagem de apoio em agosto do ano passado), e do ex-deputado federal Deltan Dallagnol, ambos do Podemos.
Um dos últimos atos políticos do qual o médico participou, ao lado de alguns vereadores, foi há menos de um mês: no dia 21 ele representou os médicos de Maringá numa passeata pró-Deltan Dallagnol. Uma ação do PT-PCdoB-PV pediu alegou que Dallagnol pediu exoneração do cargo de procurador da República enquanto estavam pendentes sindicâncias para apurar reclamações sobre sua conduta na Operação Lava Jato.
O TSE declarou a perda do mandato de Delta em 17 de maio, e a Câmara Federal confirmou no dia 6. O registro foi feito em uma rede social. Oficialmente o movimento Médicos contra a Corrupção e o Novo não se pronunciaram sobre sua prisão, ocorrida inicialmente por suspeita de abuso contra 6 mulheres, número que no final de semana chegou a 15.
A prisão do médico e político repercutiu em vários meios de comunicação, a maioria destacando o apoio que ele deu a Bolsonaro, Moro e Deltan.
“Os maus preponderam no mundo pela omissão dos bons. Não seja tímido. Espalhe o bem”, escreveu ele no Twitter em junho de 2022. Em setembro ele gravou um vídeo com Felipe D´Ávila (abaixo), candidato a presidente da República pelo Novo, e lhe entregou a camisa de um time de futebol local, e um mês depois postou críticas ao partido, João Amoedo, que decidiu apoiar Lula no segundo turno. “Não sei quais são os propósitos de João Amoedo ao apoiar Lula, no segundo turno. Mas sei quais são os propósitos do partido Novo. Amoedo não me representa e seguimos construindo um partido mais coeso a cada dia (sem o João)”, escreveu.
Foto: Redes sociais
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