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Lava Jato tratou em sigilo com EUA divisão de dinheiro cobrado da Petrobras

Deltan, durante visita a Maringá? Lava Jato negociou clandestinamente grana com os EUA

O ex-procurador da República e ex-deputado federal Deltan Dallagnol negociou em sigilo com as autoridades norte-americanas um acordo para dividir o dinheiro que seria cobrado da Petrobras em multas e penalidades por causa da corrupção. Procurado, Deltan não respondeu aos pedidos dos autores de reportagem exclusiva, uma parceria entre Jamil Chade, do UOL, e Leandro Demori, da newsletter A Grande Guerra.

A negociação não envolveu a CGU (Controladoria-Geral da União), o órgão competente por lei, para o caso. As conversas aconteceram por mais de três anos pelo aplicativo Telegram e não eram registradas oficialmente. A negociação sobre o acordo que penalizaria a Petrobras com multas pagas nos Estados Unidos não envolveu a Controladoria Geral da União, o órgão competente, por lei, para o caso.

Os chats fazem parte dos arquivos apreendidos pela Polícia Federal durante a operação Spoofing, que investigou o hackeamento de procuradores e também do ex-juiz Sergio Moro. Parte dessas conversas foram entregues ao Intercept Brasil e publicadas na série Vaza Jato em 2019.

As conversas entre procuradores suíços e brasileiros aconteceram por mais de três anos pelo aplicativo Telegram e não eram registradas oficialmente. Elas aconteciam por causa do papel das autoridades de Berna na busca, confisco e detalhamento das contas usadas como destino das propinas investigadas na Operação Lava Jato. Mas, para ambos, foi considerado estratégico envolver a Justiça americana, que estava também investigando o caso. Leia mais.

Foto: Acim

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